A engenheira agrônoma Vera da Rocha Zardo, do Deral, considerou preocupante a redução na área do milho safrinha no Paraná. ''O Brasil depende da segunda safra. Qualquer problema diminui a oferta e pode ocasionar escassez'', disse, esclarecendo que o risco de faltar produto é maior no segundo semestre.
Segundo ela, além de muitos produtores não terem conseguido plantar na melhor época, há os riscos inerentes ao inverno e a possibilidade da estiagem se prolongar. ''É uma safra que começa mal'', comentou, lembrando que 42% da oferta de milho, no Paraná, vem da safrinha. No Brasil, a safrinha representa quase 30% da oferta.
Os riscos levantados pela técnica do Deral não preocupam o setor produtivo de aves, principal consumidor do cereal. Domingos Martins, presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Paraná (Sindiavipar), considera cedo para falar sobre as lavouras de milho safrinha. ''A situação deve se definir nas próximas três semanas'', afirmou.
Ele não acredita em risco de desabastecimento e defende que a conjuntura deve resultar em estabilidade dos preços, sem quedas bruscas na cotação do milho nos períodos de maior oferta. ''Isso é bom, pois o produtor será melhor remunerado e não reduzirá o plantio no ano que vem''.

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