O novo corte na taxa básica de juros estimulará a produção e a demanda, mas sem desvalorizar a moeda. ‘‘A força de uma moeda não se deve apenas a diferenças entre taxas de juros, mas também à credibilidade, e é por isso que dificilmente a gente vai ver o enfraquecimento do real por causa do corte da taxa Selic’’, sustenta o diretor do Banco Santander, Danny Rappaport.
Marcelo Carvalho, economista-chefe do banco de investimentos J.P. Morgan, também não espera movimentos substantivos na taxa de câmbio, uma vez que a magnitude da queda dos juros é pequena diante do corte ocorrido no ano passado, quando a taxa básica baixou de 40% para 19%. ‘‘O grosso do impacto dos juros sobre o câmbio já aconteceu e como o câmbio hoje flutua, sua direção é mais aleatória e no curto prazo determinada pela fluxo de moeda’’, explica o economista, projetando o dólar a R$ 1,90 no fim do ano.
O diretor-gerente do Banco General Motors, Carlos Eduardo Ribeiro, disse que a nova queda dos juros vai fomentar a economia e, em breve, terá reflexos em benefício ao consumidor. Desde a última redução anunciada pelo Banco Central, os bancos das montadoras passaram a trabalhar com taxas médias de 1,99% ao mês e ampliaram os prazos de financiamento para até 48 meses.
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