O professor de economia Mauro Rochlin, do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), afirma que a redução nos preços dos alimentos era esperada pelos analistas de mercado para junho e julho, devido à recuperação ou início da safra de algumas culturas. No entanto, diz que ainda há risco de que a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), estoure o teto da meta estipulado pelo governo neste mês.
O indicador ficou em 0,26% em junho e em 0,03% em julho do ano passado, puxados pelas manutenções ou reduções da tarifa de ônibus urbano em cada cidade, principalmente. Rochlin diz que é difícil repetir o resultado para os dois meses, o que faz com que a inflação para 12 meses ameace passar dos 6,50%.
Assim, as seguidas baixas nos custos de alimentos para as famílias desde maio podem ser uma boa notícia. "Essa queda (do preço dos alimentos) estava nos cálculos de previsões do mercado financeiro, mas talvez seja mais pronunciada do que o esperado", conta.
O economista considera que ainda é preciso ter atenção à inflação. "Passadas as eleições, a expectativa é de que os números não sejam dos mais agradáveis porque é necessário reajustar as tarifas administradas", diz, ao citar o valor da gasolina e da energia elétrica como exemplos. (F.G.)

mockup