Redução é maior em viagens turísticas
Com a redução no número de promoções de passagens aéreas, são os passageiros que viajam a lazer que mais deixaram de usar aeroportos. A solução encontrada nas companhias aéreas foi orientar clientes a fazer a compra com no mínimo um mês de antecedência, seja para quem procura voos domésticos ou internacionais, que sofrem maior pressão da variação do dólar.
Como quem viaja a trabalho não pode adiar o compromisso, as empresas acabam por arcar com os custos. A consultora da Companhia de Viagens Charlene Azevedo diz que a agência de Londrina sentiu diferença apenas nos pacotes turísticos. "As companhias faziam promoções, mas alteraram as ofertas para aguentar os custos mais altos", diz.
O delegado do Conselho Regional de Economia (Corecon) de Londrina, Laércio Rodrigues de Oliveira, lembra que algumas companhias têm anunciado prejuízos no primeiro semestre deste ano, o que justificaria a elevação do preço médio das passagens. "Há redução das promoções, todos têm de pagar a tarifa cheia e isso reduz a demanda."
Oliveira, que também é professor de economia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), diz que o brasileiro também resolveu segurar o consumo devido a outros problemas. "Não são só no mercado aéreo, é geral. Temos o aumento do grau de endividamento, do custo das passagens, da inflação e do dólar que também são causas." (F.G.)





