Genebra - Para o IMD, os maiores desafios do Brasil neste ano estão relacionados à redução gradual das taxas de juros, ao controle da inflação e à redução da carga tributária. Segundo o estudo, a carga tributária não pode ser substituto ou criador de competitividade de uma economia. Os fatores que proporcionam essa competitividade são investimentos em ciência, tecnologia, infra-estrutura, educação e espírito empresarial, além da eficiência dos gastos do governo, que podem ser altos, mas devem ser de qualidade.
Por isso, o estudo ainda sugere que o País incremente seus investimentos públicos, além dos privados, e promova uma maior eficiência no Judiciário. ''O Brasil precisa completar suas reformas, fortalecer e dar mais transparência ao sistema bancário e lutar contra a burocracia'', disse Garelli.
Outro importante desafio para o Brasil em 2005 será o aumento da aversão ao risco pelos mercados, o que deve dificultar a capacidade do País e outras economias emergentes de conseguirem créditos a taxas baixas. Para o IMD, esse problema já deve estar nos radares dos formuladores de políticas no Brasil, já que o aumento das taxas de juros nos Estados Unidos pode acelerar essa aversão ao risco, prejudicando o crescimento econômico dos mercados emergentes.
Uma das consequências desse movimento pode ser a volta da inflação, em especial diante do apetite asiático por insumos, o que deve manter os preços de commodities em níveis altos. Quanto ao dólar, a previsão do estudo é de que não deve se valorizar ainda em 2005 diante do déficit americano.(Agência Estado)

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