Redução do IPI já elevou as vendas em 7%, diz Anfavea
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quinta-feira, 04 de setembro de 2003
Fabiana Futema<br>Agência Folha 
São Paulo A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) informou que a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) do carro zero em vigor desde 6 de agosto já produziu efeitos positivos sobre as vendas do setor.
Levantamento feito pela associação mostra que foram comercializados 111 mil carros de 4 de agosto até anteontem, o que representa aumento de 7% em relação ao mesmo período anterior (4 de julho a 3 de agosto).
No entanto, a comparação entre julho e agosto, quando foram comercializadas 100.767 unidades automotivas, mostra uma queda de 11,3% nas vendas do setor. Segundo o presidente da Anfavea, Ricardo Carvalho, não é possível medir o efeito da redução do IPI sobre as vendas do setor levando em conta apenas a comparação entre os meses de julho e agosto.
''Agosto foi um mês extremamente tumultuado. Tivemos fábricas com férias coletivas. Julho teve 23 dias úteis contra 21 dias de agosto. Foram dois dias úteis a menos para se vender. A redução dos juros (Selic) ocorreu só no final do mês'', disse.
Mesmo assim, Carvalho aposta que haverá um aquecimento nas vendas de automóveis a partir deste mês. ''A redução do IPI vai mostrar efeitos positivos nas vendas e na produção a partir de setembro.''
No começo do mês passado, o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, anunciou a redução temporária de três pontos percentuais do IPI do carro novo de até 2.000 cilindradas, que estará em vigor até o dia 30 de novembro. A medida emergencial foi adotada para aquecer as vendas internas de veículos e evitar demissões no setor automotivo.
Para conceder a redução do IPI, as montadoras se comprometeram a repassar integralmente o benefício fiscal para o preço final. Pesquisas divulgadas este mês mostram que houve uma elevação de 1,8% no preço dos carros.
Carvalho afirmou que a rede concessionária está cumprindo o acordo de repasse do IPI para o consumidor. ''A rede tem cumprido o que pode em relação às vendas. A concorrência é muito grande e a ociosidade do setor, de 44%, é muito alta para não se repassar a redução do IPI para o preço do carro.''


