Curitiba - A redução do calado máximo dos navios no Porto de Paranaguá de 11,89 metros para 11,30 metros vai atingir quase 100% dos navios graneleiros utilizados nas exportações. A afirmação é do consultor da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), Luiz Antonio Fayet. Segundo ele, cada graneleiro de 60 mil toneladas terá uma perda útil de 16 mil toneladas de carga.
As novas restrições anunciadas na última quinta-feira pela Capitania dos Portos do Paraná, entram em vigor dia 22 de abril. Mesmo com as medidas adotadas pela Capitania, ele disse que há risco de acontecer acidentes no Porto de Paranaguá enquanto não for realizada a dragagem do Canal da Galheta, que dá acesso aos portos do Paraná.
O assessor técnico-econômico da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Nilson Hanke Camargo, lembrou que, quanto menor a profundidade permitida para os navios, mais restrição para a entrada de embarcações no porto.
Ele destacou que o frete cobrado pelo navio 100% carregado ou não é o mesmo. ''Vamos ter que pagar um maior número de navios nesta safra'', disse. Camargo afirmou que há riscos grandes de ocorrer um acidente em manobras de navios realizadas dentro do Canal da Galheta.
A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) informou que a há dois processos que correm paralelamente para resolver o problema da dragagem: a compra de uma draga e a contratação emergencial do serviço. No entanto, o porto esbarra na falta de draga disponível no mercado.
Escala - Os trabalhadores avulsos do porto tiveram ontem uma audiência no Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT-PR) para discutir a escala de trabalho com o Sindicato dos Operadores Portuários (Sindop) e o Órgão Gestor de Mão-de-Obra (Ogmo).

mockup