Redução de preços em Londrina
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 06 de fevereiro de 2007
Fernanda Mazzini<br> Reportagem Local 
O início do ano trouxe uma boa notícia para os londrinenses. Em janeiro, o preço da cesta básica (composta por 13 itens) caiu 2,42%, invertendo uma alta de 5,80% registrada em dezembro. O recuo nos preços foi puxado, principalmente, pelo custo da carne (coxão mole) que foi reduzido em 13,22%. Nos últimos 12 meses, a cesta básica acumula baixa de 2,25%. Segundo a pesquisa, no mês passado uma família (dois adultos e duas crianças) gastou R$ 435,94, enquanto uma pessoa desembolsou R$ 145,31 para se alimentar.
Além da carne, outros itens que tiveram seus preços reduzidos foram: açúcar, batata, pão francês, leite C, feijão, arroz, óleo de soja e farinha de trigo. Os produtos que tiveram aumento de custo foram: tomate, banana, café e margarina. ''O valor da cesta básica só não caiu mais porque o tomate teve uma alta muito grande, de 54,94%. Mas, normalmente, em janeiro é tradicional na cidade uma queda nos preços'', observa o economista Flávio Oliveira dos Santos, coordenador da pesquisa realizada por alunos da Faculdade Metropolitana/IESB.
A diferença de preços entre o supermercado mais barato e o mais caro ficou em 50,23% ou R$ 178,20. No estabelecimento mais caro, os alimentos foram comprados por R$ 533; no mais barato, R$ 354,80. ''Até então, a diferença de preços ficava entre 30% e 40%. Agora, neste mês, uma diferença de mais de 50% é suficiente para que os consumidores façam pesquisa de preços'', diz Santos. O quilo da carne foi o produto que apresentou maior variação de preços entre os supermercados: 81,97%. O maior preço encontrado foi de R$ 10,90 e o menor, R$ 5,99. O custo da batata também teve grande variação: 81,63%. No estabelecimento mais barato, a hortaliça foi comercializada por R$ 0,49, enquanto no mais caro: R$ 0,89.
Chuvas - Os consumidores perceberam alguma variação de preços em produtos específicos, como os hortifruti. A servidora pública Rosana Cristina da Rosa acredita que os preços das hortaliças subiram devido às constantes chuvas do último mês. ''Os preços extrapolaram. Até que hoje (ontem) o preço do tomate não está tão alto, já vi preços maiores em outro supermercado'', comentou.
A costureira Nilza Tramontin acredita que, no geral, os preços estão mais altos. ''Cada vez a gente gasta mais. O preço da carne tem bastante variação e o tomate está um absurdo'', comentou. Ela afirmou que chega a modificar a compra de carne, quando os preços estão muito altos. Já a comerciante Angelita Belcin da Silva não percebe as alterações nos custos dos alimentos. ''Faço comida em casa só as finais de semana e, por isso, não compro muito'', observou.


