São Paulo - A redução do índice de pirataria no País, de 56% a 46% nos próximos quatro anos, levaria à criação de 13 mil novos postos de trabalho no setor, arrecadação adicional de impostos ao ano de US$ 335 milhões e geração de receita de US$ 17 bilhões até o final de 2006. É o que aponta estudo mundial sobre pirataria de programas de computador elaborado pela International Data Corporation (IDC) e divulgado ontem no País pela Associação Brasileira das Empresas de Softaware (Abes) e a Business Software Alliance (BSA).
O estudo, realizado em 57 países no ano passado, aponta que a indústria nacional de Tecnologia da Informação (TI) movimenta anualmente US$ 11 bilhões. As perdas, entretanto, chegam a US$ 2,9 bilhões ao ano se consideradas a sonegação de impostos no mercado clandestino de programas de computador.
O estudo mostra ainda que, embora esteja na lista dos dez países que mais perdem com a pirataria de software, o Brasil não está entre os dez maiores índices de comercialização de programas ilegais. Mundialmente, a taxa é de 40% e, no Brasil, de cada 100 computadores comercializados, 56 rodam programas ilegais.

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