São Paulo - Depois de vários meses de negociação, a Receita Federal e o Ministério do Desenvolvimento atendeu à reivindicação da indústria automotiva e decidiu reduzir a alíquota do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) dos veículos médios.
O ministro do Desenvolvimento, Sergio Amaral, fechou ontem um acordo com a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) que cria estímulos para a venda de carros médios (com motores acima de 2.000 cilindradas) e para os veículos movidos a álcool.
O objetivo do acordo é desovar os estoques de carros e preservar o emprego dos trabalhadores do setor.
Entre as medidas do acordo está a criação de uma faixa intermediária para o IPI, que tinha apenas duas alíquotas: 10% para carros populares (com motores de até 1.000 cilindradas) e de 25% para todos os demais modelos.
A partir de agora, haverá uma faixa intermediária de IPI para os carros médios, que vai variar de 14% (álcool) a 16% (gasolina), dependendo do tipo de combustível utilizado.
Com isso, a tendência é do preço dos carros médios ficarem mais baratos e recuperarem a competitividade perdida para os modelos populares, que tinham uma alíquota de IPI muito diferenciada.
Para os carros com motores acima de 2.000 cilindradas, a alíquota do IPI será mantida em 25%.
No caso dos carros populares, entre 1º de agosto de 31 de novembro, a alíquota do IPI será reduzida de 10% para 9%. Mas a partir de 1º de novembro, haverá duas alíquotas para os veículos populares: 10% (gasolina) 9% (álcool), dependendo do combustível.
Segundo o mercado, a medida não vai aumentar o preço dos veículos populares, mas a vantagem tributária dos carros com motores de até 1.000 cilindradas sobre os automóveis médios será reduzida.
O ponto positivo das medidas é que temor da indústria automotiva, de que para reduzir o IPI do carro médio a Receita elevasse a alíquota do carro popular, não aconteceu.
A Anfavea informou que ainda é cedo para dizer que a redução das alíquotas do IPI vai reduzir o preço do carro médio. No entanto, com os pátios cheios, a tendência é de as montadoras repassarem a redução tributária para o preço final do veículo.

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