Redução de IPI é apenas paliativo, afirma Furlan
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segunda-feira, 11 de agosto de 2003
Fabiana Futema<br> Agência Folha 
São Paulo - O ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, disse ontem que a redução temporária do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) do carro novo é apenas uma ''medida paliativa'' para o setor automotivo. ''O IPI é uma aspirina. Os problemas do setor vão além da questão tributária'', afirmou Furlan durante o seminário Exportações Automotivas, realizado em São Paulo.
A redução de três pontos percentuais no IPI de todos os carros com até 2.000 cilindradas foi anunciada na semana passada pelo ministro da Fazenda, Antonio Palocci. A medida vigora até 30 de novembro. Furlan disse que a redução do IPI não é suficiente para reaquecer as vendas do setor automotivo. ''Nossa experiência passada mostra que essa medida (redução do IPI) sozinha não resolve os problemas do setor. O objetivo dessa medida é apenas desovar os estoques.''
Números divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) mostram que as concessionárias e montadoras contavam com um estoque de 161.399 veículos no final de julho, o suficiente para 44 dias de vendas.
Furlan afirmou que o sucesso da redução do IPI será observado dentro de alguns dias. Para conseguir a redução do imposto, as montadoras se comprometeram a manter o nível de emprego e repassar 100% do benefício fiscal para o consumidor.


