Redução de inadimplência bate recorde, diz Serasa
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quinta-feira, 11 de dezembro de 2003
Agência Folha 
São Paulo Um volume recorde de pessoas físicas e jurídicas que estava inadimplente retirou o nome da lista de devedores entre janeiro a outubro deste ano, segundo levantamento nacional feito pela Serasa (Centralização dos Serviços Bancários).
De acordo o estudo da Serasa, os registros de pendências financeiras resolvidos de janeiro a outubro deste ano representa 73% do número de novas pendências incluídas no mesmo período. Isto significa que de cada 100 novos incluídos, 73 deixaram a base de dados de registro de não pagadores.
Nos dez primeiros meses de 2002, esse percentual foi de 50,82%. Em anos anteriores, oscilava entre 30% e 40%. O pico de baixas em 2003 ocorreu em agosto, quando 94,8% dos inadimplentes regularizaram suas pendências.
O levantamento da Serasa mostra que de janeiro a outubro 22,3 milhões de pessoas entraram na base de dados. Nesse período, 16,2 milhões retiraram o nome da lista de inadimplentes, registrando a maior regularização de pendências já registrada em um período de 10 meses.
A Serasa informou que tem hoje cerca de 20 milhões de pessoas físicas e jurídicas com anotações de não pagamento - como por exemplo cheques sem fundos e títulos protestados, entre outros - em seu banco de dados.
De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, o tempo máximo de permanência de uma anotação em banco de dados é de cinco anos. A pesquisa revela ainda que em outubro de 2003 a maioria das anotações no cadastro de inadimplência é de cheques sem fundos.
Segundo o estudo do Indicador Serasa de Inadimplência, cerca de 37% das anotações se referem a cheques sem fundos; 34%, a cartões de crédito e financeiras; 27%, a dívidas no sistema financeiro; e 2% referem-se a títulos protestados.
Para a Serasa, em 2003, apesar do crescimento da inadimplência, que vem apresentando ritmo menor, o consumidor priorizou o pagamento e a renegociação de suas dívidas junto aos credores.
''Essa atitude do consumidor foi coerente com a baixa atividade econômica, com o alto desemprego e com a queda da renda, que inclusive caracterizou o reduzido consumo nas datas festivas do comércio como Dia das Mães, dos Namorados, dos Pais e das Crianças deste ano'', analisou o estudo.


