Redução de impostos na construção eleva PIB
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sexta-feira, 09 de junho de 2006
Beth Moreira<br>Agência Estado 
São Paulo - Um estudo elaborado pela FGV Projetos, a pedido da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) e do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (Etco), mostra que a redução do Impostos sobre Produtos Industrializados (IPI) para alguns materiais de construção, associada a uma diminuição no Impostos sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), de 17% para 12%, poderá implicar em um crescimento de 1,7% no Produto Interno Bruto (PIB) e em uma expansão de 1,4% no emprego no Brasil, este ano.
A simulação feita pela FGV Projetos constatou ainda que a redução do imposto reduzirá o setor informal de materiais de construção, de 23% para 18%. De acordo com a pesquisa, as despesas com esses materiais pelas famílias brasileiras somaram R$ 26,5 bilhões em 2003, enquanto a demanda das companhias formais de construção foi de R$ 19,5 bilhões. Intitulado ''Redução da informalidade como alavanca para o desenvolvimento da construção civil'', o estudo destaca que o setor está entre os de maior potencial de renda, emprego e bem-estar da economia brasileira.
A professora da FGV, consultora da FGV Projetos e co-autora do estudo, Maria Antonieta Del Tedesco Lins, destaca que a simulação foi feita sobre os números de 2003 - últimos números oficiais divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O material utilizado nesse acompanhamento tem como fonte a Pesquisa de Orçamentos Familiares 2002/2003, do IBGE, que traz informações sobre a composição orçamentária doméstica que é obtida por meio da investigação dos hábitos de consumo, da alocação de gastos e da distribuição dos rendimentos.
O estudo revela que o segmento de construção civil representa cerca de 13% do PIB brasileiro. Só a indústria de materiais produziu quase 3% do PIB.


