Redução de impostos deve ser compromisso de candidatos
Amanhã tem eleição em todo o país. Milhões de brasileiros vão escolher deputados estaduais, federais, senadores, governadores e presidente da República. Por mais que as campanhas da Justiça Eleitoral insistam em dizer que o voto é importante - e realmente o é - muita gente não dá o devido valor ao voto.
São os políticos que, em última instância, definem as políticas de saúde, de educação, da área econômica. No Paraná as pesquisas do início de setembro, quando ainda vinham sendo divulgadas, apontavam dois candidatos com grandes chances de se eleger, Beto Richa (PSDB) e Osmar Dias (PDT). A não ser que aja uma surpresa de última hora, um dos dois irá conduzir o destino do Paraná nos próximos 4 anos.
E um tema que é recorrente nas últimas eleições e que não foi resolvido ainda é a questão tributária. O sistema tributário brasileiro é um dos mais confusos do mundo e um dos mais injustos. A carga tributária paga no Brasil é compatível às verificadas em países como a Suiça e Alemanha. Porém, os serviços que deveriam ser prestados pelo governo à população, em contrapartida aos impostos cobrados, passam longe do mínimo da qualidade necessária.
Os candidatos Beto Richa e Osmar Dias, em suas propagandas eleitorais e nos debates realizados nas emissoras de TV, prometeram que irão reduzir o Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS). O ICMS é o principal imposto cobrado no Estado.
''Como a economia do País está crescendo, a arrecadação de impostos cresce naturalmente. Mas se houver incentivo, e uma readequação nas taxas, uma reforma tributária estadual, pode-se criar um ambiente ainda mais favorável para os setores econômicos que, com o aumento do faturamento das empresas, vão reforçar o caixa do governo, sem sofrer a sangria que hoje ocorre'', diz o diretor do Sindicato das Empresas de Consultoria, Assessoria, Perícias e Contabilidade de Londrina (Sescap-Ldr), Jaime Junior Silva Cardozo.
O candidato Beto Richa se comprometeu a zerar o imposto sobre o óleo diesel para forçar a redução das tarifas de transportes coletivos. Osmar Dias diz que dará isenção para o Transporte Escolar.
''As duas propostas dos candidatos são importantes, mas é pouco. O Paraná precisa realmente mudar de forma mais incisiva. Hoje a maioria dos produtos paga 18% de ICMS no Estado, mas o imposto pode chegar até a 25% em alguns casos. É muito caro. Nós estamos vivendo uma nova realidade e o Paraná precisa se adequar a ela. A arrecadação de impostos se modernizou e muito mais contribuintes estão pagando impostos. Este ano a Receita Estadual vai arrecadar R$ 15 bilhões e a previsão para 2011, no novo governo, é de R$ 18 bilhões'', comenta o presidente do Sescap-Ldr, Marcelo Odetto Esquiante.
Segundo ele já ficou provado que quando há redução no valor dos impostos, a economia gira mais rápido, o consumo aumenta os empresários investem mais, geram mais empregos que, em consequência, com mais trabalhadores empregados e recebendo salários, aumenta mais a demanda por produtos e serviços. Nesta roda positiva, cresce a arrecadação de impostos naturalmente. ''O Paraná deve puxar a fila da redução dos impostos. O Estado tem uma das maiores economias do País e pode dar o exemplo. Mas é lógico que dificilmente governos gostam de mexer na tributação, principalmente se for para reduzi-la. É por isso que as classes empresariais precisam cobrar, mais efetivamente, uma nova postura do novo governo. É hora de participarmos mais e cobrarmos a contrapartida do governo, independentemente de qual candidato seja eleito'', diz Esquiante.
Fonte: Sindicato das Empresas de Consultoria, Assessoria, Perícias e Contabilidade de Londrina (Sescap-Ldr)





