Redução de imposto ajudou setores
"O IPI ajudou muito, o cliente pode aproveitar bastante. Mas se colocar condição, dependendo da forma de pagamento do consumidor, pode ser que o repasse seja bem pequeno", disse, com segurança, o gerente da Móveis Romera, Saulo Salém.
Isso mostra que o comércio, de forma geral, não está com medo da recomposição do IPI. Na opinião do diretor comercial da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Marcelo Ontivero, o aumento gradual do IPI não deverá prejudicar o comércio. "O governo ainda está acenando com facilidade de juros. Pode haver mais cautela no começo, mas acho que não vai ter uma mudança muito drástica nas vendas."
De acordo com ele, este último impacto da redução do IPI já não foi tão forte quanto na primeira vez que o governo anunciou o incentivo. Agora que o consumo de produtos da linha branca de móveis começa a voltar à normalidade, os comerciantes podem investir no setor de eletro, em promoções, taxa de juros diferenciada e prazos de pagamento maiores para chamar o consumidor, sugere Ontivero.
Já na visão do presidente do Sindicato das Indústrias de Móveis de Arapongas (Sima), Nelson Poliseli, o aumento gradativo do IPI deve ter pouco impacto sobre o resultado já pouco expressivo - da indústria este ano. "Nossa venda este ano está muito tímida. Quando caiu o IPI as vendas não melhoraram, e o acréscimo de 2,5% não vai significar muita coisa." Segundo Poliseli, o mau resultado nas vendas este ano se deve ao endividamento da população e à queda na margem de lucros das empresas que se deu pela grande oferta no segmento e o alto custo da matéria-prima.(M.F.C.)





