Curitiba - A Companhia Paranaense de Gás (Compagas), empresa responsável pela distribuição de gás natural no Paraná, informou ontem que o anúncio da Bolívia de reduzir as exportações de gás natural para a Argentina e o Brasil não afetará os consumidores dos mercados industrial, comercial, residencial e de gás natural veicular (GNV) do Estado.
O presidente da Compagas, Luiz Carlos Meinert, obteve a informação da Petrobras de que, até a próxima segunda-feira, a situação do país vizinho deve estar resolvida. A Petrobras explora o gás natural na Bolívia, transporta para o Brasil e distribui às concessionárias nos Estados. Se isso não ocorrer, a Petrobras reduzirá em cerca de 1 milhão de metros cúblicos/dia o consumo de gás natural nas suas refinarias, o que não afetará o mercado.
O governo boliviano anunciou ontem a redução de 20% nas exportações de gás natural para o Brasil e a Argentina devido a danos no sistema de gasodutos provocados por manifestantes na província de Gran Chaco. A diminuição do bombeamento de gás, que poderia se agravar a partir do domingo, foi realizada após uma redução da produção de gás no campo de San Alberto, operado pela Petrobras, que caiu de 10 milhões de metros cúbicos diários para 3,4 milhões.
Os prejuízos com a suspensão das exportações são estimados em US$ 980 mil por dia para a Bolívia e esse é mais um motivo para que o governo boliviano procure resolver rapidamente os problemas provocados pelos manifestantes. ''Mais uma vez comprovamos que a situação de abastecimento de gás natural no Paraná continua normal, mesmo com problemas pontuais na Bolívia'', diz Meinert.
A Compagas fornece o gás natural a 2049 clientes dos mercados industrial, veicular, comercial, residencial e de geração de energia, num total de consumo médio de 840 mil metros cúbicos/dia.

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