Redução de empréstimos já afeta BRDE
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sexta-feira, 25 de setembro de 1998
Maurício Borges 
Ao apresentar palestra a empresários do ramo de confecções, ontem, na 2ª Feira Moda Paraná, no Pavilhão Expoara, em Arapongas, o presidente do Banco Regional de Desenvolvimento (BRDE), Fernando Fontana, anunciou que todos financiamentos tiveram uma redução no limite para empréstimos. O BNDES, que é o agente financeiro que nos passa recursos, reduziu para 70% o limite de dinheiro a ser liberado em empréstimos tomados por microempresas, ou seja, aquelas que têm um faturamento de no máximo R$ 700 mil/ano, anunciou Fontana.
No caso das demais empresas, este limite caiu para 60% do valor total do projeto. A mudança, de acordo com Fontana, é resultado de um estudo elaborado no BNDES. Os técnicos concluíram que quanto maior o percentual tomado pelo investidor, mais difícil é o resgate da dívida. O presidente do BRDE também atribui a redução do limite, ao fato de o BNDES ter sido muito exigido no processo de privatização de estatais e na liberação de recursos para grandes investimentos.
Conforme explicou ele, as novas regras passaram a vigorar nesta semana. Antes, em qualquer projeto apresentado, os micro-empresários podiam pegar emprestado até 90% do bem financiado, e para as médias e grandes empresas o limite era de 70 a 100%, lembrou Fernando Fontana.
Quanto às condições dos financiamento, nada foi alterado, permanencendo o juro controlável, ou seja, TJLP mais 5,5% ao ano. Os micro-empresários que têm projetos para aquisição de equipamentos até o valor-limite de R$ 200 mil devem procurar o Sebrae, que é o principal parceiro do BRDE.
Fontana informou que em Londrina os investidores também podem ter o apoio da Agência de Desenvolvimento Tecnológico (Adetec). Nas demais cidades como Maringá, Cianorte, Apucarana, Foz do Iguaçú, Campo Mourão, Pato Branco e outras, além do Sebrae também dispomos de parceirias com conselhos de desenvolvimento, associações comerciais, faculdades e até sindicatos, revelou o presidente do BRDE.
A exigência de várias certidões, documentos e preenchimento de formulários, às vezes, de acordo com ele, assusta os micro-empresários mas isso é injustificável. Técnicos do Sebrae e de outras instituições estão preparados para traduzir tudo isso para a linguagem bancária.
Durante a palestra na Moda Paraná, Fernando Fontana lamentou o fato de que a procura por empréstimos tem sido inferior à capacidade de investimento do Banco Regional de Desenvolvimento. Nós estamos fazendo um grande esforço para ampliar e interiorizar o atendimento, anunciou ele.


