BRASÍLIA - A redução do consumo de energia durante o horário de verão chegou a 6% nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste no período de maior consumo, entre 17 horas e 22 horas. Esses são os dados preliminares do consumo de energia registrado durante os 133 dias de vigência do horário de verão, que se encerra no primeiro minuto do próximo domingo, dia 16. Todos os relógios nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além dos Estados de Tocantins e Bahia, deverão ser atrasados em uma hora.
No total, ou seja, o consumo diário, a média de redução do consumo de energia durante a vigência do horário de verão foi de 1%, a mesma registrada nos últimos anos. ‘‘Mantivemos a economia de energia, mesmo com o aumento de consumo e da geração de energia’’, diz José Mário Abdo, diretor-geral do Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica (Dnaee). Somente em março estarão disponíveis os resultados definitivos de economia de energia.
Os números preliminares apontam ainda que a redução do consumo no horário de pico este ano foi menor que os 7,4% registrados no ano passado. ‘‘Isso se deve a fatores climáticos, e não representa qualquer problema’’, diz Abdo. Segundo ele, este foi um verão com muitas chuvas. Se por um lado isso implica em menos horas de sol, o que aumenta o consumo de energia, por outro lado aumenta o volume de água nos reservatórios das usinas hidrelétricas, o que garante maior geração de energia.
Destaque A economia no horário de pico não foi linear. No Sistema Sudeste/Centro-Oeste a redução foi de apenas 5,9%, e no sistema Rio de Janeiro/Espírito Santo chegou a 4,3%. A média dos outros sistemas variou entre 6% e 6,7%. O destaque ficou com a economia de 8,4% verificada no Estado de São Paulo. O consumo médio diário de São Paulo, porém, ficou em 0,8%, abaixo da média nacional de 1%.
Segundo os dados do Dnaee, considerando somente a área de atuação da Eletropaulo, que atende 79 municípios com 6 milhões de consumidores, a redução do consumo de energia elétrica deverá ficar na ordem de 45,5 mil megawatts por mês, ou seja, 180 mil megawatts durante todo o período. Segundo Abdo, no ano anterior essa redução mensal foi de 33 mil megawatts. ‘‘Comparativamente com o aumento da capacidade instalada, a redução deste ano significa a mesma ordem de grandeza’’, afirma Abdo.
Os dados do Dnaee apontam que, para a demanda no horário de pico, se espera uma redução superior a 2.280 megawatts, o equivalente à geração de energia de três unidades da Usina de Itaipu. No geral, a redução mensal de energia esperada para as regiões onde foi instituído o horário, foi de 270 mil megawatts.
Comparativamente, é o mesmo total de energia distribuída para o Distrito Federal, com 1,8 milhão de habitantes. Se essa energia fosse produzida por óleo combustível, seriam necessários 568 mil barris de petróleo. Segundo o Dnaee, isso corresponderia a um custo global de US$ 13 milhões. ‘‘É algo que o sistema deixou de faturar, mas que os consumidores deixaram de gastar’’, explica Abdo.

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