Redução de alíquota pode gerar aumento nas vendas
Os produtos que tiveram redução de alíquota de ICMS representam 25% dos itens vendidos nos hipermercados. O percentual é alto porque estes estabelecimentos vendem artigos como vestuário, calçados e eletrodomésticos. Nos supermercados, os produtos com tributação diminuída representam de 10% a 15% do total do mix das lojas.
O superintendente da Associação Paranaense de Supermercados (Apras), Valmor Rovaris, disse que com a queda nos preços destes produtos pode haver um pequeno aumento de vendas no varejo.
Ele estima que os itens de vestuário, calçados, eletrodomésticos, higiene pessoal e limpeza vão ficar de 6% a 8% mais baratos para o consumidor final. Como as bebidas alcoólicas terão aumento de alíquota, a previsão é que fiquem cerca de 3% mais caras para o consumidor. Apesar do aumento, Rovaris acredita que as bebidas não terão queda de vendas.
Assim que a reforma entrar em vigor, a previsão é que os produtos com giro rápido tenham reflexo imediato no preço. Isso deve acontecer no caso de itens como arroz, feijão, cerveja, entre outros. Nos artigos de giro médio, como chocolate, o impacto nos preços deve demorar de 10 a 15 dias. E para os produtos com giro baixo e maior valor agregado, a expectativa é que o reflexo chegue em 30 a 60 dias. Esse é o caso de uísques, vinhos, entre outros itens.
''A minirreforma é muito positiva para o consumidor, que será o grande beneficiado'', disse Rovaris. Ele lembrou que os produtos que já são isentos de ICMS ou que são tributados em 7% não vão ter alteração de alíquota.
O aumento da alíquota da energia de 27% para 29% também deve representar um custo de 1% a 1,5% para os supermercados. O superintendente da Apras acredita que o setor terá que readequar os gastos para absorver o peso da energia que significa 0,3% no custo total das redes supermercadistas. Ele acredita que isso não vai impactar na margem final dos supermercados. (A.B.)





