Redução da TEC ameaça 500 mil empregos
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sexta-feira, 15 de junho de 2001
Agência FolhaDe São Paulo 
A redução da Tarifa Externa Comum (TEC) para bens de informática e telecomunicações, acertada entre o Brasil e a Argentina, coloca em risco o emprego de 200 mil brasileiros e impede a criação de mais 300 mil vagas, segundo o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). Na avaliação da entidade, com a TEC menor para esses bens, ficará mais fácil importar esses produtos de países fora do Mercosul, desestimulando a abertura das indústrias do setor no Brasil e prejudicando as empresas já instaladas.
Para o Iedi, a redução da TEC aborta um processo em andamento, que é a implantação de fabricantes de componentes eletrônicos no Brasil, e mata o Mercosul ao favorecer as compras de bens de informática e telecomunicações provenientes de países fora do bloco.
A TEC deveria vigorar até 2006. A Argentina negociou e convenceu o Brasil a antecipar a redução da tarifa. Para os empresários brasileiros, o investivor estrangeiro, que implantou sua fábrica no Brasil com o compromisso assumido pelo país de que teria vantagens tributárias, condena esse tipo de mudança da regra do jogo.
Com esses argumentos, o Iedi, a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), a Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) e a Eletros (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos) assinam, na próxima segunda-feira, às 15h30, um manifesto contra a decisão do governo de antecipar a redução do imposto.
Segundo Fernando Bessa, diretor do Departamento de Relações Internacionais da Fiesp e ex-diretor da Abinee, a antecipação do corte tarifário não é uma boa atitude no momento. Para ele, o ideal seria manter a TEC por um período que permitisse ao setor se adaptar à competição que acontecerá com a redução de tarifas.


