A redução das taxas de juros promovida pelo governo desde o início do ano já levou a maioria dos setores econômicos a recuperar os níveis de produção que apresentava no final de 1997. De acordo com o Boletim de Acompanhamento Macroeconômico divulgado ontem pelo Ministério da Fazenda, de 19 setores pesquisados pelo IBGE, apenas quatro ainda produziam, no final de abril, menos do que em dezembro do ano passado (áudio e vídeo, mobiliário, vestuário e calçados).
Entretanto, somente outros quatro setores (extração mineral, químico, bebidas e material para telecomunicações) haviam conseguido, no final de abril, superar o nível de produção de outubro do ano passado, quando o Brasil sofreu os primeiros efeitos da crise asiática e o governo duplicou os juros. ‘‘A recuperação é lenta, mas consistente’’, disse o secretário de Política Econômica, Amaury Bier.
Os dados indicam que houve também um crescimento das vendas do comércio em abril (5,4% na Região Metropolitana de São Paulo) ao lado de uma queda do nível de inadimplência. Em maio, o índice de inadimplência do comércio de São Paulo foi 29,9% menor do que em abril. Já descontados os fatores sazonais, o indicador de maio ficou 19,5% abaixo do dezembro de 1997 e apresentou um recuo de 43,5% em relação a outubro de 97.
O Boletim destaca também a ligeira redução do índice de desemprego registrada em abril, quando a taxa caiu para 7,94%, a primeira queda desde dezembro do ano passado. Bier salientou que em março e abril foram criados 323 mil novos empregos nas seis maiores regiões metropolitanas do País, ante 121 mil no mesmo período de 1997.

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