As lojas de departamentos e as grandes redes de eletroeletrônicos movimentaram o comércio de Londrina no ano passado. No total, o varejo apresentou um crescimento de 1,5% em 2006 com relação a 2005, segundo dados do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), modalidade que mede as compras feitas pelo crediário. No entanto, os dados mostram que as grandes redes, com sede fora da cidade, registraram no ano passado um aumento de 3% nas vendas sobre 2005, enquanto as lojas locais apresentaram um recuo de 3% no mesmo período.
O resultado mostra que o comércio local apresentou um resultado pífio no ano passado. O índice de crescimento foi menor do que a inflação nacional medida pelo IGPM, que ficou em 3,84%. De acordo com o SCPC, em 2006 foram 1.363.575 consultas contra 1.343.396 em 2005.
Do total de consultas feitas no ano passado, 767.026 foram feitas por empresas com sedes em outros Estados (redes de varejo, financeiras e bancos), enquanto 596.549 foram de lojas da cidade. Em 2005, o número de consultas ficou dividido entre 724.489 (para as empresas sediadas em outros Estados) e 681.907 (comércio local).
Para o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Rubens Benedito Augusto, o resultado local reflete uma tendência nacional. ''Está havendo um crescimento grande de vendas das linhas de eletroeletrônicos devido às facilidades de pagamento e ao excesso de propaganda. Algumas destas empresas são até mais financeiras do que lojas e também não sabemos até quando vai esse crescimento todo'', avalia. Além disso, ele acrescenta que quase a totalidade das vendas promovidas pelas lojas de departamento e pelas redes são feitas pelo crediário.
O mesmo não estaria ocorrendo com o comércio local que, segundo ele, trabalha com outras formas de pagamento, como o cheque pré-datado, os carnês ou o cartão próprio. ''No geral, conversando com os comerciantes podemos dizer que as vendas aumentaram. O problema é que a rentabilidade caiu e isso aconteceu em quase todos os segmentos'', observa Augusto.
Além disso, ele lembrou que as lojas locais ainda enfrentam a concorrência dos supermercados, que expandiram o leque de produtos comercializados e tem horários de atendimento diferenciados.

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