Redes fecham unidades para manter liquidez
PUBLICAÇÃO
domingo, 02 de agosto de 1998
Márcia de Chiara Agência Estado 
O ajuste no volume de produção que a indústria eletroeletrônica vem realizando desde o fim do ano passado para se adequar a uma demanda 30% menor está chegando no comércio. Depois da guerra de preços para enxugar os estoques e frear as encomendas, grandes redes de varejo estão fechando as lojas menos rentáveis com o objetivo de manter a lucratividade do negócio.
Poucos empresários admitem publicamente que reviram os planos de expandir o número de lojas ou que encerraram atividades em algumas praças. A maioria alega que todos os dias são abertas e fechadas novas unidades. Mas fontes do varejo confirmam que está ocorrendo uma forte redução na quantidade de pontos-de- venda no mercado.
A diretoria da Lojas Brasileiras, por exemplo, está estudando a rentabilidade das 70 lojas espalhadas pelo País. Neste mês, a rede fechou a unidade de São José dos Campos (SP), que era deficitária, diz o diretor Comercial, Marco Antonio de Bello. Todo mundo está fazendo isso. Ele conta que a empresa tinha projetado abrir este ano oito lojas, mas esse número foi reduzido para cinco.
A Loja Cem, com 76 lojas espalhadas pelo interior de São Paulo e Minas Gerais, planejava abrir 14 pontos-de-venda este ano. Deve ficar, no entanto, com dez unidades. Até agora, a empresa inagurou duas lojas, conta o supervisor-geral Valdemir Colleone.
Depois de maio, o Magazine Luiza informa que fechou dois pontos-de-venda e abriu mais dois. De acordo com a superintendente da empresa, Luiza Helena Trajano Rodrigues, a empresa tem enxugado custos.


