Sérgio Amaral/Agência Estado
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AudiênciaO ministro Sérgio Motta, que detalhou ontem o projeto da Lei Geral das Telecomunicações no SenadoO ministro das Comunicações, Sérgio Motta, anunciou ontem que a Embratel não poderá ser vendida a nenhum grande cliente seu. Isto impedirá que o controle sobre a empresa seja assumido por redes de televisão, de rádio ou grandes bancos que utilizam os satélites para transmissão de dados referentes a transações financeiras. A declaração foi feita no Senado, aos membros das comissões de Assuntos Econômicos, de Infraestrutura e de Constituição e Justiça, que deverão votar na próxima semana a Lei Geral das Telecomunicações.
O ministro reafirmou o desejo de privatizar a Embratel e a Telesp no máximo até junho de 1998. Até novembro deste ano, o ministro pretende lançar o edital para a contratação da empresa de consultoria que fará a avaliação das duas estatais.
A decisão de restringir os candidatos à compra da Embratel, segundo Motta, foi tomada para garantir o livre acesso de todos os interessados aos serviços da empresa, mesmo após a privatização. ‘‘O controlador não pode ter nenhum vínculo com a exploração de nenhum serviço de telecomunicações’’, assegurou Motta.
O ministro disse ainda que a União manterá poder de veto sobre a nova empresa, por intermédio de ação especial (golden share). ‘‘Vamos fazer a privatização com cuidado, pois a Embratel é estratégica’’.

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