Rede qualifica profissionais para o mercado global
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Renato Oliveira<br> Especial para a FOLHA 
Palestra com empresário londrinense Alexandre Alves de Mello, encerra evento organizado pela Aiesec-Londrina, que busca se consolidar no mercado local conscientizando sobre as vantagens do intercâmbio profissional. Empreender, eis uma noção que deveria estar presente na vida de todo cidadão, mesmo que não pretenda ser dono de algum tipo de negócio. Afinal, até para montar um bom currículo profissional é preciso de alguma forma empreender. O debate de encerramento da Semana do Empreendedorismo Global & Sustentability Challenger ocorre às 19h30, no Anfiteatro do Cesa, na Universidade Estadual de Londrina.
A Aiesec é uma organização global formada e dirigida exclusivamente por estudantes universitários e pós-graduados. Seu objetivo é desenvolver o potencial de liderança de jovens profissionais para o mercado. ''A Aiesec oferece um intercâmbio de trabalho com estágios em outros países, e também, faz um recrutamento para que os empresários de Londrina recebam profissionais estrangeiros'', explica Marcelo Martinez, estudante de administração de empresas e diretor de marketing da filial londrinense, que está há apenas um ano em meio em atividade.
O candidato ao intercâmbio tem à sua disposição quatro ramos de atuação: tecnológica, engenharia, educacional e de desenvolvimento. Porém, a característica mais importante que o candidato deve priorizar, independente da escolha, é um novo perfil de liderança. ''O novo líder tem que ser uma pessoa democrática que, antes de tudo, saiba ouvir as pessoas. Também é importante saber capacitar, para futuramente seus subordinados assumirem sua posição e assim sucessivamente. E incentivar o profissional a fazer as atividades chatas também é fundamental'', avalia.
Mesmo desconhecido da maioria dos empresários, Martinez conta que em Londrina já há casos bem sucedidos de intercâmbio profissional. ''Tem a Conexão, do ramo de comércio exterior, que precisava de alguém que conhecesse bem o mercado da América Latina e que também tivesse o espanhol fluente. Nós encontramos uma profissional da Colômbia, que já havia inclusive trabalhado na Petrobrás, e que além de ter os pré-requisitos solicitados também sabia negociar em português'', relata.
Ele também conta que a contratação de intercambistas brasileiros que vão se aventurar no exterior tem sido frequente. Já enviaram estudantes para a Rússia, Malásia e até Polônia, saindo dos tradicionais centros de intercâmbio, como Estados Unidos e Canadá para diferenciar o trabalho. ''O gratificante é que a efetivação de profissionais do nosso país está se tornando muito comum. Existem casos em que depois do período de estágio o empresário acabou contratando'', argumenta.


