Tendo batido a marca de R$ 2 bilhões em faturamento no ano passado, o Grupo Muffato, que já possui 35 unidades atacadistas no Paraná e no interior de São Paulo, pretende construir outras três lojas em 2012, sendo uma em Londrina, na saída para Curitiba (Zona Sul). As outras serão em Maringá e Foz do Iguaçu.
Além disso, o grupo, que deverá fechar o ano com mais de 9 mil empregados, vai reformar sete outras lojas, três em Londrina: as das avenidas Celso Garcia Cid, Duque de Caxias (ambas no Centro) e Madre Leônia (Zona Sul). O diretor da empresa, Everton Muffato, disse que a nova loja da cidade está em fase ''de aprovação de projeto'' e que não poderia adiantar o local exato onde será instalada. Segundo Muffato, a loja terá porte parecido com a unidade da Rua Quintino Bocaiúva (Centro)
O empresário não revela números absolutos, mas diz que as três novas lojas vão representar um aumento de faturamento de 5% a 7%. ''No total, pretendemos crescer 15% neste ano'', afirma. O grupo é o primeiro no ranking das redes varejistas no Paraná e, no ano passado, figurava em oitavo em âmbito nacional, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). O novo levantamento da entidade ainda não foi divulgado.
Segundo ele, o fato de o faturamento da Rede Muffato ter ultrapassado R$ 2 bilhões significa ''um novo patamar'' para a empresa, uma posição de destaque nacional, não só no ramo supermercadista. ''Também representa uma força muito maior na parceria com os fornecedores e consolida nossa liderança no Estado'', declara.
Momento econômico
Na opinião do diretor, o momento econômico é de estabilidade para o setor. ''2011 foi um ano estável, não foi um mega ano como 2007 e 2008, quando houve a grande expansão dos eletrodomésticos impulsionada pela expansão das classes C e D''. No ano passado, o grupo abriu cinco novas lojas e cresceu 16%.
Apesar de a ''nova classe média'' ter sido fundamental para o crescimento do setor em todo o País, Muffato diz que o grupo não diferencia seus públicos. ''Para nós, todo consumidor tem seu valor de maneira igual'' afirma. Ele garante que as lojas mantêm a mesma política de preço e vendem os mesmos produtos independentemente do bairro onde são instaladas.
''Nossa estratégia sempre foi crescer junto com a sociedade e desenvolver determinadas regiões. Isso, no nosso entendimento, nos integra com a sociedade e cria raízes sociais, como aconteceu na loja da (avenida) Saul Elkind e a do Aeroporto'', declara.
De acordo com ele, 2012 será muito parecido com 2011. ''O setor não espera uma mega expansão'', afirma. Muffato explica que o segmento alimentício não sofre muita influência da movimentação econômica. ''Os bens duráveis é que oscilam mais''. Mas esses bens, segundo ele, só representam 20% das vendas nas redes varejistas.
O empresário considera que o Brasil vive sua melhor fase histórica e que o governo está certo de ''levar o crescimento do País de maneira cadenciada'', sem promover uma expansão exagerada do crédito. ''Comparado com muitos países de primeiro mundo, o endividamento do brasileiro é baixo'', declara. Para ele, é melhor crescer pouco e devagar a correr o risco de uma bolha financeira seguida de recessão.
O diretor afirma que a concorrência para os varejistas nos principais municípios do Estado é muito forte. ''Em Londrina, por exemplo, estão presentes todas as marcas do Brasil, só não tem o Pão de Açúcar'', destaca. E isso, segundo ele, vem ajudando a derrubar os preços.
Muralha
Na entrevista concedida à FOLHA, o empresário também comentou a Lei da Muralha, que impede a construção de supermercados com mais de 1,5 mil metros quadrados de área de venda em boa parte da cidade. ''A lei existe há 7 anos. E nesses 7 anos o Muffato investiu em três novos empreendimentos (fora do quadrilátero estabelecido pela lei)'', afirma.
Para ele, o movimento de empresários que pleiteia a revogação da Muralha serve a interesses imobiliários. ''Não se trata de uma discussão comercial, tanto é que o Muffato está fazendo mais uma loja (na Zona Sul de Londrina)'', ressalta.
Sobre especulações de que a rede estaria sendo vendida, Everton Muffato afirmou: ''É uma mentira, não passa de boataria''. Segundo ele, o fato de grandes empresas de Londrina, como a Unopar e o Shopping Catuaí, terem sido vendidas serve de combustível para a circulação de boatos a respeito de outros empreendimentos presentes na cidade.

Imagem ilustrativa da imagem Rede Muffato vai abrir mais uma loja em Londrina
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