Rede lança R$ 70 mi em promissórias
Agência Estado
De São Paulo
Pela primeira vez em sua história, o Grupo Rede vai ao mercado. A companhia, que reúne oito concessionárias de energia elétrica, está lançando R$ 70 milhões em notas promissórias. Ficamos grandes demais para ficar apenas com as linhas de financiamento dos bancos, disse o presidente do grupo, Jorge Queiroz de Moares Júnior.
O caso do grupo - que inclui a empresa Caiuá, a emissora das notas - é semelhante ao de muitas outras empresas brasileiras. Fundado em 1903, nos últimos dois anos passou por um forte processo de expansão com a aquisição de companhias de energia elétrica estaduais privatizadas.
Queiroz não considera uma ida ao mercado internacional, pelo menos por enquanto, pelas condições desfavoráveis. Além do mais, o risco cambial ainda é grande e o custo do hedge (proteção) está alto demais, tornando inviável a captação externa. Problema que não enfrentam os exportadores, que têm receita em dólar. Esses fatores, mais a seletividade do mercado internacional e a queda brutal dos juros, estão levando muitas empresas a fazer as contas na ponta do lápis e concluindo que o melhor é buscar as alternativas internas.
Para os grandes grupos, no entanto, a situação é diferente, especialmente para a Petrobrás, que até o fim do mês deve definir a renovação de um US commercial paper com vencimento em setembro. Não se trata de uma emissão de títulos - ainda difícil de ser feita. Essa operação é um empréstimo bancário, similar a um cheque especial. No caso da Petrobrás, os recursos são utilizados basicamente para financiar as importações de petróleo, segundo informou Leônidas Moura, vice-presidente do Chase.





