Sem a obrigação de comprar pacotes turísticos se quiser passagens mais baratas em vôos charters, o turista brasileiro vai passar a viajar mais sozinho e isso será muito bom para o turismo interno e especialmente para a rede hoteleira, avalia Cícero Sena, presidente do Conselho Nacional de Hotelaria Brasileira. As férias deste ano começaram com um movimento no turismo maior do que o de 1997, segundo empresários do setor, que esperam resultados imedidatos das medidas anunciadas pelo Departamento de Aviação Civil (DAC).
As companhias aéreas também aprovaram a liberação das tarifas dos vôos charters e a desvinculação dessas passagens mais baratas dos pacotes turísticos. Mas, segundo Mauro Granda, presidente do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias, as companhias impuseram ao DAC a condição de que a solicitação dos vôos fretados seja feita com 48 horas de antecedência, para evitar que na última hora os agentes de viagens coloquem à venda passagens com um preço muito inferior ao vendido nos balcões das companhias aéreas.
‘‘Sem isso, haveria leilões de passagens no aeroporto’’, diz Granda. Para Ricardo Burger, diretor superintendente da Fly, única empresa aérea especializada em vôos charters, a imposição das empresas de aviação impede que as passagens aéreas fiquem ainda mais baratas. ‘‘Se fossemos liberados para montar um balcão de passagens de vôos charters, os preços cairiam ainda mais’’, avalia. ‘‘É assim que funciona nos Estados Unidos’’, acrescenta.

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