Rede desmente boatos sobre Sonae e Atacadão
São Paulo - O Wal-Mart costuma tratar qualquer projeção sobre o futuro da empresa no País como especulações, principalmente quando se trata de crescer por meio de compras de outras empresas. ''Olhamos o Brasil estrategicamente como um todo e estamos abertos a oportunidades'', diz Trius. Mas se nega a fazer qualquer comentário sobre empresas que poderiam interessar à companhia, como a rede portuguesa Sonae, com presença forte na Região Sul e que já foi citada várias vezes candidata a deixar o País. O Sonae desmente, é claro. Trius nega também que a rede tenha negociado a compra do Atacadão, conforme circulou no mercado há cerca de três semanas. ''Não há nada.''
Para Trius o importante é que companhia chegou no País há nove anos e neste período o crescimento loja a loja ajudou a dar uma base sólida à empresa. ''Temos um sortimento adequado a cada região e conseguimos atender às expectativas dos clientes e fornecedores. Não vejo nenhum problema em continuar crescendo de maneira orgânica,'' diz.
Mas ele esconde suas armas da concorrência quando se trata de revelar quais bandeiras terão prioridade - Supercenter ou Sam's Club - na estratégia de crescimento. ''Não informamos.'' Este ano o Wal-Mart abrirá mais quatro lojas. Na semana a rede surpreendeu com um novo conceito de loja, mais compacto, com dois pisos, maior quantidade de serviços e desenvolvida para locais de alta densidade populacional. Localizada, no bairro de Indianópolis, em São Paulo, a nova loja crava a bandeira do Wal-Mart numa região dominada pelos concorrentes Pão de Açúcar e Carrefour.
Para o consultor Barrizzelli, o crescimento orgânico, isto é a abertura gradual de novos pontos-de-venda, limita a velocidade de expansão. Mas no caso do Wal-Mart, pondera, a situação é diferente. A empresa, diz, já atingiu um número suficiente de lojas e tem uma estrutura de executivos pronta para iniciar um crescimento agressivo no País. ''Depois da aquisição do Bompreço, o Wal-Mart mostrou seu apetite para compras.''
Por enquanto, as críticas que recaem sobre a organização nos Estados Unidos - violação de leis trabalhistas, pagamento de salários abaixo do mercado e quebra de empresas menores entre outras acusações - passam ao largo do Brasil, na avaliação do mercado. O presidente do Wal-Mart diz que não vê impacto nenhum dessas notícias na imagem da rede no País. Segundo Trius, a empresa tem uma cultura interna que dá oportunidades de crescimento aos funcionários e participa de ações comunitárias. (AE)





