Rede de conveniência prevê expansão de 19%
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 28 de junho de 2004
Marcia Furlan<br> Agência Estado 
São Paulo - Pouco mais de 10% dos postos de combustíveis no País possuem lojas de conveniência em suas instalações, índice bem inferior à média internacional. Nos Estados Unidos, 85% dos postos têm lojas. E na Europa, são 70%. O segmento, entretanto, está em expansão no Brasil. A estimativa é de que pelo menos metade dos postos já tenha uma loja daqui a dez anos.
Além de representarem um complemento de receita à venda de combustíveis, as apostas em lojas crescem pois elas estão abocanhando parte do consumo, até agora pertencente a outros varejos de alimentos e bebidas, como padarias, pequenos supermercados e mercearias. Os preços elevados, que sempre foram a principal ressalva dos consumidores, estão sendo revistos.
Uma pesquisa realizada no ano passado com 700 frequentadores de 17 pontos-de-venda do Rio e de São Paulo mostra que a média de visitas é de até seis vezes por semana, e os dias de maior frequência são sextas e sábados à noite. O tempo médio de permanência é nove minutos e o gasto médio por cliente é de R$ 10. Os produtos mais procurados são cigarros e bebidas, principalmente refrigerantes.
Em São Paulo, os consumidores também gostam de tomar cafezinho e, no Rio, passam no local para usar caixas eletrônicos. Os clientes mais assíduos são homens, com idades entre 25 e 34 anos, das classes A e B; 48% são casados e 44%, solteiros.
Os recentes investimentos das empresas na área de food service também explicam o crescimento deste canal de venda. A oferta de alimentos e bebidas para consumo no local aparece com mais frequência, assim como a parceria com outras empresas também de fast-food, como Casa do Pão de Queijo, Bob's e Dunkin'Donuts, que abrem minilojas ou instalam torres de exibição dos produtos dentro destes locais.
Na Expo Postos & Conveniência 2004, que acontece esta semana (de hoje a 2 de julho), destinada a revendedores e distribuidores de combustíveis, o segmento de food service terá maior participação que no ano passado, de olho na previsão de 19% de crescimento das redes este ano. O número de unidades deve passar de 2,8 mil em 2003 para 3,6 mil e o faturamento deve atingir R$ 1,19 bilhão. Os investimentos para os próximos cinco anos, estimados pelo Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), somam R$ 3,5 bilhões.


