Albari RosaZonta, da Condor: com abertura aos domingos, vendas crescem naturalmenteA rede de Supermercados Condor - segunda maior rede de supermercados do Estado e 31ª do Brasil, segundo levantamento da Abras (Associação Brasileira de Supermercados) - está investindo cerca de R$ 8,5 milhões na inauguração de novas lojas e reforma de outras já existentes. A empresa espera aumentar, assim, seu faturamento em 16% ainda este ano. A nova loja no bairro Vila Hauer, em Curitiba, será inaugurada na próxima quarta-feira.
São ao todo 3,2 mil metros quadrados de área de venda em 12 mil metros quadrados de área construída. Segundo o presidente do grupo, Joanir Zonta, a abertura da nova loja era uma necessidade. ‘‘Quando construímos nossa loja no Hauer, há 15 anos, ela era do tamanho ideal para atender a região. Mas o crescimento populacional e comercial da região obrigou o grupo a se adequar’’, comentou. A loja antiga será desativda.
Para construir o novo supermercado a empresa investiu cerca de R$ 5 milhões na compra do terreno, construção da loja e estoque inicial. O novo Condor tem sessões de cosméticos, têxteis, eletroportáteis e CDs. Toda a loja é informatizada e os 18 mil itens comercializados possuem o código de barras. ‘‘Desde a entrega pelo fornecedor ou a reposição pelo depósito central até a passagem pelo caixa e a circulação no interior da loja é controlada por um sistema informatizado’’, disse o presidente do grupo.
A nova loja de Curitiba deverá representar, em pouco tempo, 10% de todo o faturamente das 18 lojas da rede. A previsão de faturamento para 97 é de R$ 220 milhões, cerca de 16% a mais que o faturamento do ano passado, que foi de R$ 184 milhões.
Além deste investimento, o Grupo Condor também investiu R$ 1,5 milhão na reforma e ampliação do Supermercado de Ponta Grossa e outros R$ 2 milhões na construção do Condor de Paranaguá. Além de Curitiba, onde existem oito lojas instaladas, o Condor também está em Apucaranra, Arapongas, Maringá, Ponta Grossa, Guarapuava, Araucária, Lapa, São José dos Pinhais e Paranaguá.
Queda nas vendasPara o presidente do grupo, a queda nas vendas verificadas nos últimos meses nos supermercados trata-se mais de uma acomodação do consumo que de queda real. ‘‘Não diria que houve uma queda, mas sim que houve uma febre de consumo logo após o lançamento do Plano Real. Com isso, agora, há uma estabilização no consumo. Um ajuste’’, disse. Ele comentou ainda que, no País o crescimento médio no setor é de cerca de 2% ao ano. ‘‘Caso o consumo cresça mais do que isso, há risco da inflação voltar e aí sim haveria uma queda nas vendas’’, analisou.
A abertura dos supermercados aos domingos, segundo Zonta, é uma iniciativa válida, mas não se caracteriza como uma ação para aumentar as vendas. ‘‘É mais uma opção para os consumidores. Assim eles terão mais tempo para fazer suas compras. Com isso as vendas tendem a crescer naturalmente’’, comentou.
O horário de abertura dos supermercados faz com que a concentração de consumidores seja muito grande, principalmente nos sábados, dificultando a compra com tranquilidade. ‘‘A quantidade de carrinhos disputando espaço era enorme e com isso diminuía o tempo de permanência dos consumidores na loja e consequentemente as vendas’’, disse.

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