Imagem ilustrativa da imagem Rede compra laboratório e vai investir R$ 10 mi na cidade
| Foto: Anderson Coelho
Fundado em Londrina há 47 anos, o Cetel tem hoje 12 laboratórios; aquisição permitirá que exames de biologia molecular, como testes da zika, sejam feitos na cidade



A rede de laboratórios Sabin, com 212 unidades em 9 Estados e no Distrito Federal, acaba de comprar o Laboratório Cetel, fundado em Londrina há 47 anos. A empresa promete investir R$ 10 milhões nos próximos dois anos na cidade e região metropolitana. O Cetel tem hoje 12 laboratórios, três na Avenida Bandeirantes, um no Londrina Norte Shopping, um em Bela Vista do Paraíso (Região Metropolitana de Londrina) e 7 nos hospitais.
Londrina é a primeira cidade do Sul do País na qual o Sabin vai atuar. A presidente executiva do grupo, Lídia Abdalla, conta que, há seis anos, o Sabin deu início a seu projeto de expansão. "Iniciamos pelas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Em 2012, adquirimos alguns laboratórios em outros Estados. E, em 2015, chegamos a São Paulo, Campo Grande e ao Triângulo Mineiro", relata. Hoje, segundo ela, a rede é a quinta maior do País.
Lídia afirma que o grupo já estava de olho no Sul e especificamente no Norte do Paraná. "Sabemos que há um potencial grande de crescimento por aí." Questionada sobre o porquê de chegar à Região Sul por Londrina, ela diz que já conhecia o diretor do Cetel, Ricardo Moita, dos congressos científicos. Sobre o fato de fazer o investimento num momento complicado da economia nacional, ela responde: "Nós acreditamos que crise também é época de oportunidade. O setor de saúde é essencial e mais resiliente que os demais", justifica. Para a presidente, as empresas que investem em qualidade, cuidam da gestão dos custos e "otimizam" processos vão conseguir sair bem da crise.
Os R$ 10 milhões, de acordo com ela, serão investidos na padronização dos laboratórios, em estrutura física, equipamentos, além de novas unidades na Região Metropolitana de Londrina. O primeiro laboratório Sabin foi fundado em Brasília há 32 anos.
Os bioquímicos Ricardo Moita da Silva e Audrey de Souza Marquez continuarão como sócios e também vão permanecer na gestão dos laboratórios. "O Sabin comprou a maior parte da empresa, mas nós continuaremos como minoritários", explica Silva. Ele diz que, da mesma forma que a rede estava procurando expandir-se para o Sul, o Cetel buscava parceria para novos investimentos. "Num determinado momento, começamos a conversar."
novos investimentos
Apesar de afirmar que 95% do público atendido pelo Cetel são usuários de operadoras de planos de saúde, setor que vem perdendo clientes desde o início da crise, ele garante que o movimento no laboratório tem crescido. De acordo com o bioquímico, agora, com o Sabin, será possível trazer novos equipamentos e tecnologias para Londrina. "Pretendemos fazer aqui, por exemplo, exames de biologia molecular, como testes dos vírus da zika e chikungunya", afirma.
Atualmente, conforme alega Silva, os laboratórios londrinenses colhem o material para esses exames, mas mandam processar fora da cidade.

mockup