Londrina - Trinta e cinco pequenos e micro empresários de Londrina estão recebendo treinamento para transformá-los em Agentes de Exportação e integrá-los à Rede de Comércio Exterior. A proposta é desmistificar a idéia de que as exportações são só para as grandes empresas, levando o pequeno e micro empresário a fazer peso na balança comercial no quesito exportação.
A Rede surgiu há dois anos, para fortalecer os Encontros de Comércio Exterior, criados em 1997 com o objetivo de aumentar a participação do Brasil no mercado internacional. Naquele ano, a meta era que o país chegasse ao ano 2000 exportando US$ 100 bilhões. O resultado, no entanto, foi de US$ 55 bi, fazendo com que a participação do Brasil no mercado internacional não passe de 0,9%.
''Infelizmente o objetivo não foi alcançado e o governo viu que os Encontros não eram suficientes para levar informações sobre exportação a um número expressivo de empresários'', diz o especialista em comércio exterior, Adilson Luis Dias. As crises econômicas pelas quais passaram os países asiáticos, o México e outros mercados, contribuíram para o resultado aquém das expectativas. Além disso, o País regrediu nos números do comércio exterior. ''A Coréia do Sul, que é do tamanho do Paraná, tinha 0,3% do mercado internacional em 1970, quando nós tínhamos 1,2%. Hoje, os coreanos participam com 1,8% do mercado mundial.''
Segundo dados de Adilson Dias, o Brasil possui cerca de 17 mil pequenas empresas cadastradas para a exportação, mas apenas quatro mil vendem com certa regularidade e 500 regularmente. Os valores que movimentam não chegam a 10% dos US$ 55 bi exportados pelo País em 2000. ''Nos Estados Unidos, Japão e Itália, as pequenas empresas são responsáveis por 60% das exportações'', informa Adilson.
O responsável pela área de tecnologia do Sebrae, Paulo Di Chiara, informa que o curso, que termina na sexta-feira, é o primeiro realizado em Londrina pelo Ministério da Indústria e Comércio em parceria com a Associação Comercial e Industrial (Acil), Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Senai, Federação das Indústrias do Estado do Paraná e Sindicato das Indústrias do Vestuário do Paraná.

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