Rede Arapuã entra com pedido de concordata
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segunda-feira, 22 de junho de 1998
Agência Estado 
A rede de varejo Arapuã entrou ontem com pedido de concordata na 6ª Vara Cível de São Paulo. As dívidas totais da empresa somam R$ 800 milhões. Na solicitação da moratória, o advogado da empresa, Sérgio Bermudes, informou que o passivo das lojas controladas pela família Simeira Jacob é de cerca de R$ 550 milhões. Esse é o total da dívida quirografária (sem garantia real) da Arapuã, afirmou Bermudes. A diferença, de R$ 250 milhões, refere-se a débitos que a cadeia de lojas assumiu, por exemplo, com empréstimos bancários e deu garantias reais que podem ser usadas como pagamento.
Em seu pedido, Bermudes alegou que as causas da concordata foram os juros altos e a inadimplência elevada por parte dos clientes das 265 lojas da Arapuã em todo o Brasil. A empresa emprega 4,5 mil funcionários e propõe pagar a dívida em duas parcelas. A primeira, depois de um ano, de 40% do total. A segunda, após dois anos, com a quitação dos 60% restantes. O advogado afirma que a empresa dispõe de ativos para cobrir os passivos com um terço de folga.
Em 30 de maio, Jorge Simeira Jacob, presidente da Arapuã, e um comitê de credores formado pela Multibrás, Semp Toshiba e Sharp firmaram um acordo de princípios em que a família Jacob transferia para os fornecedores a administração da empresa até que se concluísse uma negociação para vender o controle acionário da Arapuã.


