Recursos para Plano Safra são recorde, diz ministra
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quarta-feira, 04 de maio de 2016
Agência Estado 
Brasília Em meio a uma plateia com poucos nomes de peso do agronegócio, a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, anunciou o Plano Safra 2016/2017, com recursos programados de R$ 202,8 bilhões. "Esse volume é um recorde", disse. Durante discurso no Palácio do Planalto, ela relatou que serão R$ 115,8 bilhões em juros controlados, número 20% maior que o do ciclo anterior. "As turbulências pelas quais passamos tornam ainda mais desafiador quebrar recordes", observou.
Kátia Abreu ainda explicou que foi feita uma conta básica nas taxas de juros: aumento de 0,75 ponto porcentual em cada linha de crédito frente à safra anterior. A ministra fez um balanço da gestão Dilma Rousseff e de seu próprio trabalho frente ao Ministério da Agricultura. Ela aproveitou a ocasião para falar sobre os subsídios para o Plano Safra, um dos principais pilares das acusações que podem levar Dilma à perda do mandato presidencial por ter atrasado o pagamento de subsídios a bancos públicos. "Em cinco anos foram dados R$ 43,4 bilhões em subvenções dentro de R$ 900 bilhões emprestados aos agricultores", relatou.
Com esse investimento, segundo ela, houve um retorno de R$ 2 trilhões em valor bruto da produção, aumento da participação na balança comercial e no Produto Interno Bruto (PIB). Ela comparou, ainda, a gestão Dilma com a de Fernando Henrique Cardoso e listou aumento de recursos, de aquisição de máquinas e de investimentos para corroborar o discurso de que Dilma fez mais que FHC. Aproveitou a ocasião para lembrar que o Código Florestal teve uma difícil negociação e fez elogios à presidente. "Foi preciso ter uma presidente de saias para poder votar o Código Florestal brasileiro", observou.
Produtores
A ministra disse saber que quando assumiu garantiu que o ministério teria os olhos voltados para os produtores rurais. "E foi o que fizemos até aqui", disse. Ela afirmou que o agronegócio brasileiro é um grande exemplo de parceria entre Estado e iniciativa privada e que a prova de sucesso do plano é de que a cada ano a safra continua a crescer. Explicou que foram aumentados os limites de crédito por produtor, de R$ 1,200 milhão para 1,320 milhão. Entre outras medidas, esse plano safra irá permitir que o crédito para recria e engorda de gado poderá ser tomado nas linhas de custeio e em até 24 vezes.
Kátia Abreu observou que serão destinados R$ 550 milhões para culturas irrigadas e cultivo protegido. Ela relatou que haverá linha especial para produção, aquisição de silos e transporte de leite. A ministra reafirmou que está em uma batalha contra a burocracia. "Estamos em uma empreitada para dar agilidade ao atendimento ao produtor rural", afirmou, e depois explicou que órgãos controlados pelo Ministério passaram por reformas administrativas.
Mudanças
Segundo ela, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) terão nova forma de escolha de seus diretores, por meio de "meritocracia". Também foi lançado ontem a Embrapa Tech, para que a empresa possa vender tecnologia e arrecadar mais recursos aos cofres públicos.
A ministra disse que será criada a Força Nacional de defesa agropecuária, para emergências, que deverá agir com metodologia e critérios contra situações de risco, sobretudo em áreas de fronteira.


