Autoridades econômicas, políticas e da construção civil começam a se mobilizar para atrair investimentos do governo federal, para a construção de moradias, conforme o programa ''Minha casa, minha vida'', lançado na semana passada. Ontem à tarde, o superintendente regional da Caixa Econômica Federal (CEF), Roberto Luiz Bachmann e o gerente Regional de Negócios de Londrina, Olidez Millezi Júnior, reuniram-se com o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Londrina (Sinduscon), Osmar Ceolin Alves. O objetivo do encontro era garantir recursos do pacote para o Estado e para a região de Londrina.
''Estamos estabelecendo a proximidade com o Sinduscon de Londrina para que, assim que sair a regulamentação do plano do governo, podermos detalhar as informações para toda cadeia da construção civil'', informou Bachmann. Segundo ele, a resolução estará disponível a partir do próximo dia 7. Ele disse desconhecer o volume de recursos que será disponibilizado pelo governo para a regional da Caixa, que atende 92 municípios na região. No entanto, ele garantiu que todos os esforços estão sendo feitos para garantir o maior volume de investimentos.
O plano governamental irá atingir municípios com mais de 100 mil habitantes. Dentro deste perfil, segundo Bachmann, encaixam-se as cidades de Londrina®MD77¯ ®MDNM¯(com 12 mil unidades de déficit habitacional) e Apucarana. Os dados foram consultados no censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas de 2007. ''Pelo menos esta é a primeira informação quanto aos requisitos para pleitear recursos'', ressalvou Bachmann, ao explicar que prefere esperar a regulamentação final para tecer mais comentários.
Bachmann adiantou que os municípios em condições de receber os investimentos federais, poderão ajudar doando terrenos para construções de moradia; criando infraestrutura para obras e vias e com alguns benefícios tributários (isenções de IPTU e ITBI). Ele acrescentou que a demanda habitacional também pode ser apresentada pelo município. O superintendente da Caixa informou que está mantendo reuniões com os prefeitos José Roque Neto, de Londrina, e João Carlos Oliveira, de Apucarana.
Na terça-feira, em Curitiba, está prevista uma reunião com todos os sindicatos da indústria da construção civil do Sul do País para tratar sobre o plano habitacional. Segundo o presidente do Sinduscon, Osmar Ceolin Alves, a reunião será coordenada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic). ''O objetivo é garantir recursos para construção civil da Região Sul junto ao governo federal'', pontuou.
Novas linhas
Orientado pelas recentes medidas do governo de desoneração tributária para a construção civil, o Banco do Brasil (BB) anunciou ontem a revitalização de uma linha de crédito destinada à compra de materiais de construção. Segundo o gerente executivo da diretoria de Varejo do BB, Mário Casasanta, a principal novidade da linha é a ampliação do prazo de carência para pagamento da primeira parcela do empréstimo, de 59 para 180 dias.
''Aproveitando a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) sobre diversos itens da construção e, em linha com as ações do governo, o banco decidiu promover ajustes para revitalizar essa linha'', afirmou ele. Os empréstimos podem ser de no máximo R$ 20 mil pelo prazo de até 48 meses. A depender do prazo dos financiamentos, as taxas de juros podem variar de 1,74% a 2,99% ao mês.

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