Os recursos da poupança para financiamentos imobiliários chegaram a R$ 79,3 bilhões no Brasil, no acumulado de janeiro a setembro de 2013, conforme divulgou ontem a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Um resultado 35% maior do que o registrado no mesmo período de 2012 e próximo aos R$ 82,8 bilhões financiados em todo o ano passado.
Apenas em setembro as operações de crédito imobiliário do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) alcançaram R$ 9,16 milhões, 32% a mais do que no mesmo mês de 2012.
Nos nove meses de 2013, os bancos financiaram a construção ou aquisição de 387 mil imóveis, através de operações de crédito do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), o que representa 16,5% unidades a mais do que em igual período do ano passado.
A maior utilização de recursos da poupança para financiamentos imobiliários se deve ao fato do crescimento na quantidade de depósitos em relação aos saques dos poupadores. Entre janeiro e setembro de 2013, os depósitos superaram os saques em R$ 36,9 bilhões, diferença 48% maior do que no mesmo acumulado de 2012. Apenas em setembro último a diferença foi de R$ 5,1 bilhões, o que, segundo a Abecip, faz deste o melhor resultado para um mês de setembro desde 1994. "Atualmente não temos nenhuma válvula para limitar os financiamentos que utilizam esse tipo de recurso. Há alguns anos a gente chegava em setembro e tinha que parar esse tipo de financiamento. Agora podemos manter durante o ano inteiro", afirma o superintendente regional da Caixa Econômica, Elcio Lara.
Para o economista e professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Adilson Volpi, com os depósitos em poupanças superando os saques, os financiamentos podem se tornar ainda mais atrativos aos consumidores que sonham com a casa própria. "Paro o banco é uma fonte de recurso mais barata e se os depósitos em poupança continuarem a aumentar, é possível que as condições dos financiamentos melhorem." (Com Folhapress)

Imagem ilustrativa da imagem Recursos para habitação crescem 35%
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