São Paulo - O presidente do grupo anunciou ontem US$ 110 milhões em investimentos para as plantas do Chile, Peru, Brasil e Argentina. Roger Alm afirmou que os recursos para a fábrica em Curitiba já foram aprovados e servirão para ampliar a capacidade da manufatura e a infraestrutura, com foco em ganhar mais terreno no mercado. Ainda, pretende reforçar a equipe de vendas e a rede de negócios.
Sobre o lançamento no Brasil de uma das outras três marcas do grupo na América Latina, que são Mack, UD e Renault Trucks, Alm desconversou. Ele disse que a ampliação será feita, mas falta definir questões que envolvem local da fábrica, preço e nacionalização da produção de componentes, entre outros.
Sem arriscar uma previsão percentual de crescimento para a Volvo em 2013, Alm afirmou que o número de caminhões pesados, cujo peso bruto é acima de 16 toneladas, deve bater em 105 mil. No ano passado, segundo dados da empresa, o segmento teve 87,4 mil emplacamentos, o que representa uma expectativa de crescimento para este ano de 20%.
Para o diretor comercial do grupo, Bernardo Fedalto, o mercado brasileiro tem crescimento constante e é importante para a Volvo. Ele disse que há maior maturidade na compra, com programação e etapas de entrega, o que torna o processo cada vez mais profissional. "Sempre teremos altos e baixos no mercado, mas, sempre que volta a crescer, volta melhor do que estava", afirmou Fedalto.

Combustível alternativo
O diretor comercial do grupo, Sergio Gomes, anunciou ontem que a Volvo começou testes no Brasil para desenvolver um caminhão movido a diesel-metano. O objetivo é criar opções com combustíveis alternativos que reduzam a emissão de poluentes. No caso, o veículo é movido com 75% de Gás Natural Liquefeito (GNL) e 25% de diesel, o que reduz em 10% a emissão de gás carbônico (CO2), em comparação com caminhões da tecnologia Euro 5.
Os testes são no interior de São Paulo, em parceria com a empresa White Martins, de gases industriais e medicinais. "Por ainda estar em desenvolvimento, não podemos fazer muitas comparações", disse Gomes. (F.G.)

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