Em Piraí do Sul (74 km ao norte de Ponta Grossa) o Sindicato dos Trabalhadores reuniu 200 produtores na manifestação pelo fundo de aval, em frente à agência do Banco do Brasil.
Os produtores necessitam desse fundo para ter acesso a financiamentos. Isso porque, a grande maioria deles não possui a regularização de suas áreas. São posseiros, meeiros ou arrendatários, que ficam fora da lista dos beneficiados com recursos federais.
O presidente do Sindicato Rural de Piraí do Sul, José R. Ferreira, conta que no município existem 30 grupos de produtores pleiteando recursos do Pronaf, linha C, voltado a investimentos, para quem tem renda anual entre R$ 1,5 e R$ 8 mil. Apenas quatro grupos foram atendidos até agora. Os demais não conseguiram apresentar as garantias exigidas pelo BB. Ferreira acredita que 90% dos produtores não possuem o título de suas terras.
Em Castro (45 km ao norte de Ponta Grossa) a situação não é diferente. O secretário de Agricultura do município, Márcio Lopes, participou da manifestação. Segundo ele, o município tem 4,4 mil pequenos produtores. Dos 160 que pediram recursos do Pronaf C, somente 25 foram atendidos. Dos R$ 250 mil solicitados para o município foram liberados somente R$ 56 mil. ‘‘Cerca de 88% dos nossos produtores não têm documentação de suas terras’’, informa. Lopes já começou inclusive a negociar com a Defensoria Pública a realização de um mutirão para regularizar as áreas.
Em Ventania (120 km a noroeste de Ponta Grossa) o índice de produtores sem regulamentação fundiária é menor. Entre 40% e 50% dos produtores não possuem documento da terra, conta o presidente do Sindicato Rural de Ventania, João Ferreira de Oliveira.

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