Recursos externos saem em 2 meses
O secretário do Tesouro da Argentina, Mario Vicens, afirmou ontem que o governo do país deverá receber em dois meses, no máximo, fundos negociados com o Banco Mundial (Bird) e com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Segundo ele, o governo também tem acesso a US$ 1,4 bilhão dos US$ 7,2 bilhões em créditos stand-by negociados com o FMI. Vicens ressalvou que o país não pretende usar esses recursos. Além de tudo isso, nós temos acesso a parcelas trimestrais de US$ 300 milhões do FMI, afirmou.
O secretário de Financiamento, Daniel Marx, declarou que o governo da Argentina vai continuar a emitir regularmente títulos do Tesouro e notas promissórias; o país pretende realizar uma nova operação de swap de dívida e vai buscar acesso a mercados financeiros distantes, como o Japão. No momento, nós já cumprimos mais de 55% do programa de financiamento deste ano, disse Marx. Para o subsecretário de Financiamento, Julio Dreizzen, apesar de o acesso aos mercados de capital ter-se reduzido nas últimas semanas, a Argentina ainda tem alguma capacidade de acessar os mercados, especialmente o doméstico.
Os fundos de pensão locais desempenham um papel fundamental, disse Dreizzen, observando que eles absorveram quase metade dos bônus globais emitidos pelo governo nos primeiros quatro meses do ano. O secretário Marx e outros altos funcionários da área econômica devem seguir para os EUA amanhã, na tentativa de aliviar as dúvidas e preocupações dos investidores.





