Maringá O estado do Paraná vai receber R$ 3,2 bilhões de recursos para financiamento da próxima safra de verão. O montante é cerca de 40% a mais do total liberado ano passado, que foi de R$ 2,3 bilhões. A liberação dos recursos para a safra 2003/2004 foi anunciada ontem, em Maringá, pelo vice-presidente de Agronegócio e Governo do Banco do Brasil, Ricardo Conceição. Além de um volume maior de recursos, Conceição garantiu que o objetivo do BB é agilizar o processo de financiamento para que os produtores tenham acesso aos recursos o quanto antes.
Em junho deste ano, o ministro da Agricultura anunciou a liberação de R$ 32,5 bilhões para a agricultura em todo País. Deste total, R$ 20 bilhões são recursos que estarão disponíveis no Banco do Brasil. De acordo com Conceição, desde o dia 1º de junho último, o BB está operacionalizando os recursos da próxima safra, já tendo liberado cerca de R$ 1,3 bilhão em empréstimos. Outros R$ 1,8 bilhão, segundo ele, também já está disponível no BB para serem tomados de empréstimo pelos produtores de todo País. ''Estaremos disponibilizando um montante de recursos a cada mês, mas o nosso objetivo é liberarmos a maior parte o quanto antes para que os produtores possam estar se planejando'', disse.
A taxa de juros, conforme Conceição será de 8,75% para os grandes produtores e 4% para os pequenos produtores. O plano da agricultura para a próxima safra conforme Conceição tem três pontos favoráveis: liberação dos recursos mais cedo do que nos anos anteriores; manutenção das taxas de juros e simplificação dos procedimentos para tomada do empréstimo. ''Hoje o produtor do Pronaf por exemplo, só precisa preencher uma página para requisitar o empréstimo, enquanto no ano passado eram seis páginas'', comparou.
Para o vice-goverandor e secretário da Agricultura do Paraná, Orlando Pessuti, os recursos para o Paraná são suficientes para atender a demanda. ''Se fosse mais seria melhor, mas as entidades que representam o setor estão satisfeitas, já que o montante é maior do que o ano passado'', afirmou. O presidente da Cocamar, Luiz Lourenço, também estava satisfeito com o valor anunciado ontem. ''Se o dinheiro realmente chegar no Paraná, será suficiente para atender toda a demanda'', disse. Já o produtor José Antonio Borghi acredita que o total liberado apenas corrige os custos de produção. ''Se levarmos em conta que os custos aumentaram em média 50%, o valor liberado vai representar quase o mesmo montante do ano passado'', disse.

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