Recuperação do crédito supera inadimplência
Curitiba - A inadimplência do consumidor do comércio varejista apresentou a sétima elevação mensal consecutiva em agosto, conforme a Câmara Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Mesmo assim, a recuperação de crédito tem sido igualmente forte desde o início do ano. No acumulado de 2011 até o mês passado, enquanto a inadimplência avançou 5,14% na comparação com idêntico período de 2010, a recuperação de crédito foi ainda maior, de 6,74%.
''Na prática, podemos dizer que a inadimplência está se reduzindo'', considerou o vice-presidente da entidade, Vitor Koch. Segundo ele, a alta da inadimplência reflete descontroles orçamentários pontuais de consumidores que adquiriram bens de forma parcelada e possuem dificuldades para honrar seus compromissos. A expectativa, no entanto, é a de que esses mesmos clientes acertem suas dívidas num curto espaço de tempo. ''Isso não significa calote, mas, sim, pessoas que têm algum problema financeiro momentâneo'', considerou.
Taxa de juros
A CNDL acredita que novos cortes na taxa básica de juros (Selic) estarão por vir nos próximos meses. Não só por conta da decisão do Banco Central (BC) de reduzir a taxa para 12% ao ano, mas também pelas sinalizações dadas pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. ''O Banco Central está muito ágil em responder às situações. Além disso, o ministro já sinalizou mais ajuste fiscal e isso abre espaço para mais queda de juros'', considerou Koch.
Para o vice-presidente da CNDL, não existe sinalização de desaceleração acentuada da economia doméstica este ano. Prova desse movimento é que a expectativa é de que o desemprego continue em queda. ''É lógico que teremos arrefecimento, mas temos também medidas muito boas feitas pelo governo, como a ampliação do Super Simples'', comemorou. Há um mês, o governo aumentou a abrangência do programa para pequenos empresários.
''A não ser que ocorra uma catástrofe'', Koch também prevê que 2012 não será um ano negativo, apesar das incertezas externas. Segundo ele, assim como ocorreu na crise financeira de 2008, o mercado interno deve suprir algumas possíveis deficiências. ''Por isso, o cuidado com economia interna é muito importante'', enfatizou. (A.B./Com Agências)





