O governo do Estado pretende concluir até julho a recuperação de estradas vicinais para melhorar as condições de transporte da safra agrícola. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) está executando obras de pavimentação e recapagem em 25 trechos num total de 600 quilômetros em várias localidades do interior do Paraná. O investimento previsto só para este ano é de R$ 58 milhões, sendo 50% do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o restante como contrapartida do Estado.
As condições de transporte da atual safra, que está começando a ser colhida, já serão melhores, conforme garante o diretor geral do DER, Luiz Alberto Kuster. É que o programa de recuperação começou em 1995. Naquele ano foram aplicados R$ 16 milhões, no ano seguinte R$ 42 milhões e este ano serão R$ 58 milhões. Ao final do programa, estarão concluídos 2.200 quilômetros de estradas recuperadas. De acordo com Kuster, isto representa 25% da malha viária do Estado.
O restante das estradas será recuperado através do Programa de Concessão de Rodovias, chamado também de Anel de Integração, e do Paraná 12 Meses, que vai fazer a colocação de cascalho em 8 mil quilômetros de estradas, ligando as propriedades rurais às principais rodovias. ‘‘Nossa preocupação vai desde a porteira do produtor até o Porto de Paranaguᒒ, declarou Kuster.
Alguns dos trechos que estão em recuperação hoje são os que ligam o município de Mauá a Warta, no Norte do Paraná, e a estrada ligando Palmeira a São Mateus do Sul, na região Sul. ‘‘A recuperação destes trechos é muito importante porque vai representar uma viagem mais rápida e com mais segurança para o transporte da safra’’, disse Kuster.
Sem acostamento - O presidente da Cooperativa de Transportadoes Rodoviários do Oeste do Paraná (Cotroeste), Ermindo João Cavagnollo, disse que a recuperação de estradas vicinais é importante porque a má conservação dificulta a vida dos caminhoneiros que transportam a safra. A Cotroeste reúne 125 caminhoneiros autônomos e tem uma frota de 150 caminhões.
‘‘Há muitos buracos nestas estradas principalmente depois do excesso de chuva deste ano’’, disse Cavagnollo. Apesar disso, ele considera que o problema mais grave de estradas hoje no Paraná está na BR-277 no trecho Cascavel a Foz do Iguaçu.
Segundo ele, há muitos buracos e a estrada precisa de recapagem. Além disso, não há acostamento, o que torna o trânsito lento e muito perigoso, principalmente nesta época do ano, quando o fluxo de caminhões aumenta para o escoamento da safra.

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