Rio de Janeiro - A gradual recuperação da massa salarial já está sendo percebida por setores como de bebidas, farmacêutico e de alimentos. Depois do crescer 7% no ano passado, a Coca-Cola, maior empresa de refrigerantes do País, confirma que o ano começou aquecido. No setor farmacêutico, as projeções indicam para novo crescimento este ano, embora num nível inferior ao do ano passado.
''O segmento de bebidas não-alcoólicas tem a característica de que o valor unitário (do produto) é baixo. Então, somos direta e totalmente afetados pelo resultado da renda. Quando ela melhora, na sequência melhora o nosso negócio'', diz o diretor de comunicação da Coca-Cola, Marco Simões. Ele cita a recuperação da renda no fim do ano e estratégias que a companhia vem adotando, com aumento da oferta embalagens. Este ano, a multinacional planeja investir R$ 600 milhões em infra-estutura e marketing, quase 10% acima de 2004.
Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Refrigerantes (Abir), as vendas do setor cresceram quase 3% em janeiro. O presidente da Abir, Hoche Pulcherio, avalia que este verão deverá ser recorde para a indústria. O crescimento de vendas projetado para o primeiro trimestre é de 6%.
Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção de bebidas cresceu 11,7% em janeiro e a do setor farmacêutico, 15,42%, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. ''Certamente, o ano de 2005 é dos produtos semi e não-duráveis'', diz o economista da Tendências Consultoria Juan Jensen.
Cálculo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que a massa salarial cresceu 3,5%, em 2004, nas seis regiões metropolitanas abrangidas pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE e deverá voltar a avançar este ano.
O presidente da Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Febrafarma), Ciro Mortella, diz que as vendas do setor já registraram variação positiva de 10% em 2004 e informa que as projeções para este ano são de expansão de 5% a 6% sobre o ano passado.

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