Recuo desacelera IGP-10 para 0,77%
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quinta-feira, 16 de dezembro de 2004
Alessandra Saraiva<br>Agência Estado 
Rio O recuo nos preços industriais no atacado, principalmente combustíveis e aço, fez o Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) desacelerar para 0,77% em dezembro, ante alta de 0,83% no mês anterior, informou ontem a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Com o resultado, essa taxa de inflação fecha o ano em 12,42%, superior aos 9,42% alcançados em 2003. As maiores influências de alta em 2004 foram, no atacado, os preços do aço, e no varejo, os de tarifas e preços administrados.
O coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros, lembrou, porém, que este ano a inflação sofreu choques inflacionários de commodities, como aço e petróleo, que não devem se repetir em 2005 com a mesma intensidade. ''Acho possível que o IGP-10 de 2005 seja menor do que o de 2004'', disse. Para ele, apesar de maior do que a do ano passado, a taxa ficou abaixo da de 2002, de 24,68%.
O período de coleta de preços foi do dia 11 de novembro a 10 de dezembro. Para Quadros, o recuo no Índice de Preços por Atacado (IPA-10), que passou de 1,02% para 0,88% de novembro para dezembro, foi determinante para o resultado do mês. ''Houve menor variação de preços dos produtos industriais (de 2,31% para 0,86%)'', comentou, explicando que, além de recuo nos preços de Ferro, Aço e Derivados (de 6,27% para 0,88%), os preços no segmento de Combustíveis e Lubrificantes despencaram no período (de 5% para 2,26%), devido às quedas expressivas em óleos combustíveis (-6,65%) e querosene para motores (-6,08%). ''Esses dois produtos acompanham mais as oscilações do mercado internacional e foram beneficiados pela menor cotação do barril de petróleo no último mês'', explicou.
A inflação no atacado fechou 2004 com aumento de 15,11% devido às pressões de grupos como Combustíveis e Lubrificantes (19,15%); Matérias Plásticas (49,25%) Legumes e Frutas (31,13%) e Ferro, Aço e Derivados (59,10%).
No varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10) subiu para 0,48% ante alta de 0,24% em novembro, provocada pelas altas de preços em Transportes (de 1,36% para 1,89%); Habitação (de 0,41% para 0,43%) e queda menos intensa de preços em Alimentação (de -0,59% para -0,14%). O IPC-10 acumulou no ano aumento de 6,09%. Já o Índice Nacional do Custo da Construção (INCC) recuou para 0,72% em dezembro ante alta de 1,01% em novembro.


