Recuo da inflação mais à frente tende a compensar perdas
Arquivo FolhaTendência é de que a cotação do dólar entre em trajetória de quedaO fato de que a inflação deve superar o rendimento das aplicações nos próximos meses não assusta o diretor-geral da Banque Nationale de Paris (BNP) Asset Management, André Pires, que continua apostando que, no médio e longo prazo, os juros seguirão acima dos índices de preço. A inflação tende a acalmar-se depois de alguns meses, especialmente por conta da falta de demanda.
Pires considera os fundos DI a melhor opção no momento. Ele entende que o investimento em Bolsa pode ser uma boa defesa contra a inflação e a desvalorização. Mesmo sabendo que a recessão vai prejudicar as empresas e, portanto, o resultado das ações, ele recomenda destinar de 20% a 30% às Bolsas.
A diretora-adjunta de Fundos para a Pessoa Física da BankBoston Asset Management, Dilma Barbosa Lima, é outra especialista a indicar os fundos DI como a melhor opção de investimento. Ela lembra que os juros continuam elevados e, no acumulado do ano, os DI devem pagar rendimento real positivo. Ela entende ainda que não é o momento de partir para o consumo.
Por conta desse risco e das incertezas da economia, Dilma recomenda que o investidor dê prioridade à aplicações líquidas (em que é fácil entrar e sair) e seguras, como os fundos DI. A executiva diz que este não é o momento de tomar decisões de investimento de longo prazo, como aplicar em ações ou comprar imóveis.
O diretor de Asset Management do Credibanco, Fábio Colombo, diz que quem aplicar na renda fixa deve continuar obtendo rendimento razoavelmente acima da variação da inflação, analisa ele. Na renda fixa, a dica de Colombo também são os fundos DI.





