Reconhecimento de créditos evita fuga de moageiras
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 21 de agosto de 2001
Vânia Casado<BR>De Curitiba 
Desde o ano passado, as indústrias moageiras de soja acusam o governo do Paraná de fazê-las esperar até dois anos para receberem os créditos de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) pagos duas vezes. Na transferência da soja da região Centro-Oeste para serem beneficiadas no Estado, as indústrias recolhiam 12% de ICMS nos estados de origem e recolhiam o imposto novamente quando era transferida para o Paraná. Nessa transferência entretanto, o Estado compensava o imposto pago duas vezes com créditos.
As indústrias alegavam que perdiam competitividade porque o crédito era reconhecido tarde. Em função desse conflito e do acúmulo de outros impostos federais, muitas indústrias fecharam as portas no ano passado. Segundo levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (Abiove), só no Paraná sete indústrias foram desativadas.
A última empresa a fechar as portas no Paraná foi a Refinadora de Óleos Brasil, que desativou a indústria de Araucária, Região Metropolitana de Curitiba. A empresa foi vendida ao grupo Maggi, que está transferindo toda a plataforma industrial para o Amazonas.
Na época, o diretor da Receita Estadual, João Manuel Delgado Lucena, rebateu as críticas das indústrias moageiras, alegando que o Estado dava o direito de usar os créditos no pagamento de fornecedores e ''só não devolvia os créditos em dinheiro'', como queriam as indústrias.


