O Arco Norte é um projeto de repercussão em todo o Sul do País e o governo do Estado está totalmente empenhado em viabilizá-lo. Quem garante é a diretora da Área de Planos e Programas da Secretaria da Infraestrutura e Logística do Paraná, Rejane Karam. Ela virá a Londrina amanhã com o secretário José Richa Filho para o encontro com dois representantes da Agência dos Estados Unidos para o Comércio e Desenvolvimento (USTDA).
Segundo Rejane, o fato de o Ministério Público ter recomendado à Prefeitura a revogação do decreto municipal 1.024 não vai atrapalhar as negociações com os norte-americanos. O decreto, de dezembro de 2009, torna de utilidade pública a área prevista para abrigar o Arco Norte, localizada próxima à Mata dos Godoy, na zona sul de Londrina. A promotora do Meio Ambiente, Solange Vicentin, alega que a lei impede a instalação do projeto no local porque estaria dentro da área da amortecimento da mata, que é uma Unidade de Conservação Integral (Ver no quadro o que diz a legislação).
"A questão do decreto de utilidade pública não é o problema neste projeto, já que o Arco Norte não precisa ser construído necessariamente naquele local. O estudo de viabilidade que a agência norte-americana deve fazer é que vai dizer se a área é a ideal ou não. Não estamos preocupados com a localização exata do projeto", afirma Rejane.
O Arco Norte é um projeto de desenvolvimento regional que envolve, além de Londrina, os municípios de Cambé, Rolândia, Arapongas, Apucarana, Assaí, Jataizinho e Ibiporã, e tem como âncora um aeroporto internacional de cargas a ser instalado na Zona Sul de Londrina, próximo à Mata dos Godoy. "Sou uma técnica de carreira e enxergo no Arco Norte um instrumento capaz de trazer um grande boom de desenvolvimento para a Região Sul do Brasil", declara.
Conforme Rejane, é preciso conhecer a viabilidade econômica do projeto para depois realizar os estudos ambientais. "Vamos obedecer estritamente a questão ambiental. Teremos uma agência americana como parceria, o que exigirá ainda mais cuidado com o meio ambiente", argumenta.
Ela ressalta que o Paraná não pode perder a oportunidade de pelo menos ter o estudo de viabilidade do Arco Norte feito pela USTDA. "O estudo vai oferecer respostas à sociedade paranaense a respeito do projeto e será bancado a fundo perdido pelos norte-americanos, sem ônus nenhum para o Estado", alega.
Os dois representantes da agência chegam na noite de hoje a Londrina e amanhã de manhã se reúnem na Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) com representantes da iniciativa privada e o secretário estadual. Eles vão assistir a duas apresentações. A primeira será sobre o Estado do Paraná, feita por José Richa Filho. Depois será a vez de o consultor Marcelo Mafra falar sobre o Arco Norte.
Após o almoço, os norte-americanos vão sobrevoar a área indicada para o projeto. E, por volta das 16h30, vão conceder uma entrevista coletiva no auditório da Infraero. "Nossa expectativa é que eles avaliem positivamente a proposta e que tenham interesse em realizar o estudo para apontar se o Arco Norte tem viabilidade econômica, social e ambiental", afirma o presidente da Acil, Flávio Balan.

Imagem ilustrativa da imagem Recomendação do MP não atrapalha visita dos americanos
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