Nova York O banco de investimentos norte-americano Morgan Stanley Dean Witter manteve a recomendação para os títulos da dívida do Brasil em underweight (abaixo das previsões de mercado) na primeira revisão da sua carteira recomendada de títulos de dívida de mercados emergentes. ''Mantemos a recomendação underweight, apesar de acreditarmos que haverá um período de lua-de-mel e algum suporte para os títulos da dívida no curto prazo'', disse o analista sênior de renda fixa para América Latina do Morgan Stanley, Jaime Valdívia. ''O novo governo enfrentará tanto desafios significativos quanto oportunidades no curto e no médio prazos'', acrescentou.
Segundo ele, à medida que esses desafios ficarem mais óbvios, os ativos brasileiros poderão romper para cima os níveis atuais de preços (se o novo governo cumprir as promessas de campanha) ou cair (se o novo governo decepcionar os mercados).
Entre os desafios, o analista cita a pesada agenda do Congresso, que retomará os trabalhos em fevereiro, com a discussão da reforma fiscal e da Previdência, além da autonomia do Banco Central (BC).
''Essas discussões ocorrerão num ambiente de maior oposição do que a enfrentada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso'', observou Valdívia, lembrando que o PSDB e o PFL já expressaram postura de oposição e o PMDB está ainda debatendo se vai se juntar ao PSDB e ao PFL.

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