Segundo Irineo Zambaldi, gerente técnico administrativo da Anpara, o processo de recolhimento no Paraná já está próximo da estabilidade. ''No início, de 2002 a 2004, o processo acelerou muito, até mesmo pelos grandes passivos presentes nas propriedades. Mas agora os produtores já estão conscientes'', avalia. Segundo ele, a união de esforços de todos segmentos envolvidos como cooperativas, revendas, indústrias, órgãos públicos e assistência técnica, foi fundamental para o sucesso da atividade.
De acordo com o técnico do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Romeu de Souza, hoje a tríplice lavagem das embalagens já é hábito do produtor. ''Essa é apenas uma etapa do processo que envolve os agrotóxicos e os agricultores estão conscientes dos riscos que envolvem a manipulação do produto'', comentou.
Marcela Arfelli Silva, estudante de engenharia ambiental da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), afirmou que, ao conhecer na prática o funcionamento, é possível confirmar a ocorrência de todas as etapas do processo. ''Vemos como a logística reversa funciona na prática'', opinou. Já Abner Assis Liduario, que trabalha há cinco anos com revenda de agroquímicos na Belagrícola, revelou que não conhecia o sistema de logística reversa no caso das embalagens. ''Agora tenho condições de explicar para os produtores como é o processo de reciclagem, desde o recebimento até o retorno do material em outros produtos'', afirmou. (M.F.)

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